Banca & Finanças Carlos Costa preocupado com crédito ao consumo

Carlos Costa preocupado com crédito ao consumo

O crédito ao consumo causa preocupação ao governador do Banco de Portugal. De qualquer forma, Carlos Costa garante acompanhamento próximo ao crédito hipotecário.
Carlos Costa preocupado com crédito ao consumo
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 24 de maio de 2017 às 14:08

O governador do Banco de Portugal diz que está a acompanhar tanto a concessão de crédito hipotecário como o crédito ao consumo. E Carlos Costa não tem dúvidas de qual dos dois lhe levanta mais reservas.

 

"Se me pergunta qual, o que me preocupa mais é o crédito ao consumo e não o hipotecário", declarou o líder do supervisor bancário na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

 

Esta quarta-feira, 24 de Maio, no Parlamento Carlos Costa garantiu que seguia "muito atentamente a questão do crédito hipotecário", nomeadamente a relação entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel".

 

Não é a primeira vez que o Banco de Portugal sinaliza preocupações relativas ao crédito ao consumo - que em Março passado renovou recordes -, como para a compra de automóveis ou de outros bens. Aliás, está em cima da mesa um diploma governamental que visa aplicar uma regulação aos intermediários de crédito, nomeadamente através da imposição de regras de idoneidade.

 

Certo é que, na óptica do Banco de Portugal, o acompanhamento feito pelo supervisor pretende "acautelar a estabilidade do sistema financeiro".




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mais votado Anónimo 24.05.2017

v. exª devia preocupar-se muito mais com o crédito fraudulento que os bancos utilizaram e agora estão a esmifrar as vítimas com a concordância do BdP, que lhes presta uma preciosa ajuda. Pois, mas o BdP não tem tempo para coisas importantes é só blá blá blá...

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Anónimo 25.05.2017

A bolha de crédito e imobiliária de 2008 está de volta, conheço muito boa gente a ganhar 700e/mes a contrair crédito para casa e carro.
A banca não para de assediar as pessoas com crédito. Vejam o vosso talão do multibanco e vejam o saldo e o montante disponível para levantamento.

Conselheiro de Trump 24.05.2017

Nem mais:DIVIDA A CRESCER POR TODAS AS DEIXAS.Preferia milhentas vezes o crescimento 0,1% do anterior governo do que 10 ou 20% da gerigonca,mais la para a frente vou explicar porque.Secalhar nem vou precisar de o fazer,o povo vai acordar antes.

Anónimo 24.05.2017

Se eu estivesse no lugar dele também estava preocupado com o crédito ao consumo. Os erros do passado estão a ser cometidos de novo! É um filme já muitas vezes visto e repetido!

Anónimo 24.05.2017

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito às empresas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

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