Automóvel Carsharing da Brisa chega a Lisboa a 12 de Setembro

Carsharing da Brisa chega a Lisboa a 12 de Setembro

A concessionária investe 5 milhões no lançamento do serviço de partilha de carros em Lisboa. A frota terá 211 automóveis, de marca BMW e Mini, e a utilização vai custar entre 31 e 34 cêntimos por minuto.
Carsharing da Brisa chega a Lisboa a 12 de Setembro
Miguel Baltazar
André Veríssimo 30 de agosto de 2017 às 15:00
Chama-se DriveNow, resulta de uma parceria entre a BMW e a Sixt, é uma das líderes mundiais do "carsharing" e vai chegar a Lisboa no dia 12 de Outubro pela mão da Brisa, que investe 5 milhões de euros no projecto.

O serviço, apresentado na manhã desta quarta-feira, 30 de Agosto, na capital, vai ter 211 automóveis e irá custar entre 31 e 34 cêntimos por minuto, em função do modelo, mas até 12 de Setembro terá um custo único de 29 cêntimos. O preço inclui combustível, estacionamento (zonas da EMEL) e seguro.

A frota será constituída por cerca de 100 Mini, 100 BMW Série 1 e 11 carros eléctricos, modelo BMW I3. Será renovada todos os anos.

Será possível levantar ou deixar o carro numa área de 48 quilómetros quadrados, delimitada pela 2ª circular, mas entrando por Telheiras e Lumiar, e com uma lacuna nas zonas de Chelas e Olivais. Uma excepção que João Oliveira, director-geral da DriveNow Portugal, que fez questão de dizer que vive nos Olivais, justifica com a menor densidade populacional na zona.

Responsáveis da DriveNow e Brisa desvendaram os carros que vão estar disponíveis em Portugal
Responsáveis da DriveNow e Brisa desvendaram os carros que vão estar disponíveis em Portugal
Miguel Baltazar

Inovação em Lisboa

A operação em Lisboa é a primeira em que não será necessário usar um cartão para utilizar o carro, revelou o vice-presidente da Brisa, Pedro Rocha e Melo. Este método só será necessário para utilizar os veículos eléctricos.

"A Brisa rapidamente percebeu que além de gerir infra-estruturas tinha de olhar para a mobilidade das pessoas e bens. O primeiro passo que deu foi o lançamento da Via Verde, para facilitar o pagamento das portagens", afirmou o administrador. "Nós acreditamos na integração diferentes formas de mobilidade. Queremos oferecer diferentes alternativas para as pessoas poderem escolher no seu dia a dia, que sejam eficientes e sustentáveis."

A operação em Portugal funciona em regime de "franchising". Lisboa é a terceira cidade em que a DriveNow usa este modelo, depois de Copenhaga e Helsínquia. Nico Gabriel, co-CEO da empresa, justificou a opção pela Brisa com a base de clientes que esta já tem e por ambas as empresas partilharem a mesma visão de mobilidade.

"Temos de criar cidades orientadas para as pessoas e não para os carros. Temos de ter um 'mix' de mobilidade mais sustentável, libertar espaço nas cidades para outras utilizações, como espaços verdes", afirmou Nico Gabriel.

A DriveNow está actualmente em 12 cidades em 8 países da Europa, tem uma frota de 5.700 carros (16% eléctricos), conta com 925 mil clientes, que realizam uma média de 700 mil viagens por mês. Os estudos mostram que o car sharing permite eliminar entre 3 a 6 carros próprios. Segundo contas da própria empresa, o seu serviço permitiu já retirar 15.000 carros de circulação.

A app permite encontrar, reservar e desbloquear o carro
A app permite encontrar, reservar e desbloquear o carro
Miguel Baltazar

Tudo através da 'app'

Para aderir ao serviço os utilizadores têm de se registar na Internet. Até 12 de Setembro a inscrição é gratuita e dá direito a 20 minutos grátis de utilização. A partir daquela data custará 10 euros, com direito a 30 minutos.

O passo seguinte é o "download" da app, disponível para IOS e Android, que serve para encontrar, reservar e desbloquear o carro. Para começar a conduzir basta introduzir um "pin". No fim o automóvel tem de ser deixado estacionado dentro da zona de serviço de 48 kms quadrados em Lisboa.

Na cidade já existem outros serviços de partilha de carros e motas. A Citydrive, criada em 2014, opera 40 carros mas pretende crescer para mais de 250 e disponibilizar 100 "scooters". Este serviço custa 29 cêntimos por minuto na primeira hora, baixando para 25 cêntimos daí em diante. A frota é constituída por Opel Adam e Skoda Fabia, a que a empresa quer juntar Nissan Leaf.

O maior "player" no segmento das "scooters" é a eCooltra que já tem 170 destas pequenas motorizadas nas ruas da capital e pretende aumentar a frota até ao próximo Verão.
Só será possível apanhar ou deixar o carro na àrea delimitada a azul. Mas é possível circular fora desta zona
Só será possível apanhar ou deixar o carro na àrea delimitada a azul. Mas é possível circular fora desta zona



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