Banca & Finanças Caso BPP: Tribunal da Relação manda repetir julgamento de João Rendeiro

Caso BPP: Tribunal da Relação manda repetir julgamento de João Rendeiro

O Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir o julgamento no qual o antigo presidente do BPP João Rendeiro e os administradores Fezas Vital e Paulo Guichard foram absolvidos, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Caso BPP: Tribunal da Relação manda repetir julgamento de João Rendeiro
Lusa 07 de Dezembro de 2016 às 23:37

A Relação deu razão ao recurso interposto pelo Ministério Publico da absolvição dos três arguidos por burla qualificada em primeira instância. A fonte disse desconhecer ainda os motivos da decisão do TRL e se a repetição do julgamento ficará a cargo de um outro coletivo de juízes ou do mesmo.

 

Na primeira instância o tribunal considerou que não se verificaram os pressupostos relacionados com a acusação de burla qualificada, já que "o dolo e o enriquecimento próprio, ou de terceiros imputáveis aos arguidos, não se verificam".

 

Os juízes consideraram que ficou provado em julgamento que o objectivo dos arguidos era apenas gerar mais-valias e recuperar o veículo de capital, sem prever a crise mundial "perfeitamente avassaladora" que se verificou na altura do colapso do Banco Privado Português (BPP).

 

A 5 de Junho de 2015, o acórdão afastou qualquer "dolo típico" e qualquer "processo astucioso" ou "plano enganoso" por parte dos arguidos com o propósito de "enriquecimento individual", pondo o acento tónico na crise global que afectou os mercados por altura do aumento de capital da Privado Financeiras, veículo de investimento que apostava em ações do Banco Comercial Português (BCP).

 

A Lusa tentou contactar João Rendeiro, mas até ao momento não foi possível. A notícia da repetição do julgamento foi avançada pelo jornal online Observador.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Depois há queixas de que não há investidores.

Anónimo Há 1 semana

A justiça em Portugal não funciona como se pode constatar e quem prevarica sabe que é assim,daí que nunca mais vamos ter um Estado de direito com gente desta a "gerir" o país,ou melhor os seus interesses.A justiça afinal consome tantos recursos para quê?Em que situação estão os casos dos banco???

Anónimo Há 1 semana

Sempre a mesma coisa!!! Como pode este país (ou não país?) vir a ser um país de direito! como por exemplo; Luxemburgo, holanda, frança, suécia, noruega, aústria, dinamarca, suíça, alemanha, finlándia, etc. etc. etc.

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