Agricultura e Pescas Catarina Martins ainda vê "dificuldades" para consenso na reforma da floresta

Catarina Martins ainda vê "dificuldades" para consenso na reforma da floresta

A líder do Bloco de Esquerda disse ao Governo que são precisas medidas de "curto prazo" que evitem mais problemas este Verão e no próximo.
Catarina Martins ainda vê "dificuldades" para consenso na reforma da floresta
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 27 de junho de 2017 às 18:30

A líder do Bloco de Esquerda disse esta terça-feira que vê "disponibilidade" do Governo para que haja avanços "concretos" na reforma da floresta, mas admite que "há ainda dificuldades".

Catarina Martins falava aos jornalistas, em Serpa, onde fez uma visita a uma unidade hospitalar.

A coordenadora do partido, que esteve reunida hoje com o Governo por causa dos incêndios, salientou que existem divergências "importantes" entre as propostas do Governo para a reforma da Floresta e as do Bloco de Esquerda. Ambas estão em discussão no Parlamento.

"A proposta do Governo não dá garantias de combater a mancha contínua de eucaliptos e pinheiros", salientou Catarina Martins, sublinhando que esta mancha "é o que as pessoas vêem como o problema quando há incêndios em Portugal".

"Neste momento aumentou a consciência em Portugal da necessidade de intervir na floresta e de abordar de forma séria o problema da mancha de eucalipto", disse a bloquista.

Catarina Martins defendeu que há espécies de árvores mais seguras para a população, dando como exemplo os carvalhos e castanheiros.

A proposta do Governo que trava a expansão do eucalipto é a que impede o consenso na reforma da floresta.

Na semana passada, o Bloco de Esquerda exigiu ao Governo que suspendesse um concurso no valor de 9 milhões de euros para plantação de eucaliptos, mas o Executivo recusou o cancelamento, argumentando que o concurso serve para a "reinstalação" de eucaliptos em floresta ordenada.

A líder do Bloco de Esquerda lembrou também que a reforma da floresta só vai dar frutos dentro de uma década, mas que são precisas medidas de "curto prazo" que evitem mais problemas este Verão e no próximo.    

O PCP também reuniu hoje com o Governo tendo apresentado 38 medidas ao Governo para a reforma da floresta. 

Os incêndios em Pedrogão Grande, distrito de Leiria, mataram 64 pessoas e fizeram mais de 200 vítimas. 




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comentários mais recentes
Anónimo 27.06.2017

Só se lembram da floresta quando há incêndios, sendo eles de origem criminosa quase 100 por cento e ligados a interesses pela madeira a baixo custo, caça e pastagens. Não existe mal nenhum que eucaliptos sejam plantados em zonas que não afetem os nascentes de água e devidamente plantados e limpos.

O problema são mesmo essas "Dificuldades"... 27.06.2017

O problema do país é que quando o assunto depende dos políticos há sempre muitas "dificuldades"...e se a solução passar para técnicos qualificados, não será melhor para o país? (eu sei que isto traz "dificuldades" às negociatas...)

paulo 27.06.2017

Ainda bem que ardeu ! agora o processo para requerimento de apoios da UE para a plantação de eucaliptos no valor de 9 milhões é imperativo !! arderam eucaliptos, plantam-se mais eucaliptos. e ainda falam em gestão florestal, como se a monocultura de eucaliptos ou pinheiros fosse uma floresta. rip!!

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