Agricultura e Pescas Catarina Martins: Relatório do SIRESP "tem contradições"

Catarina Martins: Relatório do SIRESP "tem contradições"

A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu esta terça-feira que o sistema de comunicações usado para combate a incêndios devia ser público.
Catarina Martins: Relatório do SIRESP "tem contradições"
Reuters
Marta Moitinho Oliveira 27 de junho de 2017 às 18:54

A líder do Bloco de Esquerda desvalorizou a conclusão saída da avaliação do SIRESP aos incêndios em Pedrogão Grande, ao afirmar que o relatório conhecido esta terça-feira "tem algumas contradições" e que a Protecção Civil, que esteve no terreno a combater o fogo, diz que "houve falhas graves e que o SIRESP foi um entrave ao combate". 

Catarina Martins falava aos jornalistas em Serpa à margem de uma visita a uma unidade de saúde. 

"A Autoridade Nacional para a Protecção Civil diz que houve falhas graves e que o SIRESP foi um entrave ao combate", disse a coordenadora bloquista, acrescentando também que o relatório do SIRESP "tem algumas contradições", ao concluir que "esteva à altura da complexidade" dos incêndios ao mesmo tempo que "diz que houve sobrecargas". 

"Já devíamos ter aprendido que devemos ter um sistema de comunicações totalmente público", disse aos jornalistas, referindo que "é preciso que os diagnósticos passem à prática". 

Catarina Martins lembrou que o Bloco de Esquerda foi sempre contra o SIRESP por ter um "modelo financeiro que é absurdo", custando ao Estado "cinco vezes mais di que o custo de montar a operação", e por causa do modelo técnico com que funciona - "o
 SIRESP serve não para os dias fáceis".

Depois de analisados os dados dos dias do incêndio de Pedrógão Grande, o SIRESP conclui que "não houve interrupção no funcionamento da rede SIRESP, nem houve nenhuma Estação Base que tenha ficado fora de serviço em consequência do incêndio", revela o relatório publicado esta terça-feira, 27 de Junho, através do site do Governo. 

O relatório rejeita que tenha havido qualquer falha da rede. Houve, isso sim, "situações de saturação da rede" não por falha da mesma, mas devido a uma "procura de tráfego superior à capacidade disponível."




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comentários mais recentes
Anónimo 28.06.2017

De actriz frustrada e s/ sucesso, CM passa a analista de sistemas. Os comentários desta mulher são de tal forma ridículos e patéticos que apenas 2 conclusões se podem tirar. Ou CM não leu tão pouco o relatório como se exigia, ou CM nem a instrução preparatória devia ter concluído. Alternativamente percebeu o relatório, mas não dá jeito politico perceber...Qualquer pessoa com o mínimo de instrução, e não necessariamente na área, que tenha lido o relatório facilmente compreende o que lá se encontra.
O que é preciso esclarecer é. O sistema encontra-se dimensionado para sobrecargas? Os cortes feitos no orçamento do projecto cortaram que funcionalidades? Se um cliente pede uma barraca e o empreiteiro lhe constroi um arranha-céus, o empreiteiro é estúpido..Se o cliente precisa de um arranha-céus e paga uma barraca, o cliente é estúpido. Não tenho qualquer dúvida da veracidade do relatório, é baseado em dados informáticos, e estes não têm cor politica!! Nos OE de Sócrates a culpa era a PEN!

Anónimo 27.06.2017

O Siresp nunca irá ser eficaz como boa rede de comunicações entte as várias Forças intervenientes no terreno. A solução são redes de comunicações independentes operadas no Comando por pessoas que tenham conhecimento daquilo que estão a fazer.

Conselheiro de Trump 27.06.2017

Mortalidade infantil.Uma gerigonca carregada de GOSMIAS ,estorvam-se uns aos outros,parecem macacos todos no mesmo galho e deixam acontecer o maior terror de que ha memoria em portugal.Que venha o demonio e diga de quem foi a culpa,a nao ser assim ja ha jornalistas a carregarem as culpas para Passos

Camponio da beira 27.06.2017

Tanto dinheiro mal gasto. Já li aqui num cometário que já em 83 os radios do exercito até entravam e transmitiam através da TV.

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