Banca & Finanças CDS acelera discussão sobre venda de produtos bancários após notícias do Montepio

CDS acelera discussão sobre venda de produtos bancários após notícias do Montepio

Há inúmeros diplomas que visam melhorar a comercialização de produtos financeiros para operacionalizar no Parlamento. Há meses que aguardam desenvolvimentos.
CDS acelera discussão sobre venda de produtos bancários após notícias do Montepio
Diogo Cavaleiro 19 de janeiro de 2018 às 13:41

O Parlamento aprovou esta sexta-feira, 19 de Janeiro, quatro diplomas em que recomendam ao Governo, entre outros, a criação de uma solução para os clientes do BES e do Banif que não estão contemplados no memorado de entendimento do papel comercial. Só que estão muitos outros diplomas à espera da iniciativa do Governo, que visam assegurar maior protecção sobre a comercialização futura de produtos financeiros. O CDS quer acelerar a sua discussão.

 

"Estão pendentes no Parlamento vários projectos, de vários partidos, sobre medidas a tomar quanto a produtos financeiros vendidos a balcões dos bancos. Estão há muitos meses à espera de iniciativa do Governo", relembrou a deputada Cecília Meireles no Plenário desta sexta-feira, em que o tema foi discutido.

 

Segundo a deputada, o partido do Governo tem dito que a iniciativa será tomada "breve e rapidamente". Só que, diz Cecília Meireles, voltaram as notícias sobre produtos financeiros e de vendas que colocam dúvidas. Não disse o nome da instituição financeira em causa, mas têm sido publicados artigos, no Expresso e no Público, sobre a dificuldade de distinção entre os produtos vendidos pela Caixa Económica Montepio Geral e os comercializados pela Montepio Geral – Associação Mutualista.

 

"É urgente esta iniciativa legislativa. Em relação a estes projectos pendentes, o CDS requererá que sejam imediatamente discutidos. O Governo que venha e que venha depressa. Já chega de estarmos a remediar em vez de prevenir", concluiu a deputada.

 

As palavras da deputada centrista ocorreram num debate com intervenção dos restantes partidos. Mariana Mortágua, do BE, admitiu discutir "já" os projectos que estão no grupo de trabalho. "Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para os lesados", asseverou.


Miguel Tiago, do PCP, quer ter a garantia de que todas as recomendações que foram aprovadas terão consequências: "Temos de garantir que as resoluções sejam cumpridas. De boas recomendações está o Governo cheio, o que importa é o que faz com elas".

 

Do lado do PSD, Carlos Gonçalves reforçou que é necessário "retomar a confiança" das comunidades, que foi quebrada com a quebra dos bancos portugueses. Já os socialistas, através de Paulo Pisco, admitiram que "ainda há um caminho a percorrer" em relação a todos os clientes que não estão contemplados no memorando de entendimento para o papel comercial emitido pela ESI e Rioforte e vendido no BES.

 

A Assembleia da República aprovou todos estes diplomas que visavam os investidores lesados do BES e do Banif. Contudo, o PS absteve-se nos textos da direita e o PSD absteve-se nas propostas da esquerda. 





pub