Banca & Finanças CDS pede responsabilidades ao Banco de Portugal sobre o Novo Banco

CDS pede responsabilidades ao Banco de Portugal sobre o Novo Banco

A deputada Cecília Meireles quer explicações da instituição liderada por Carlos Costa sobre o balanço do Novo Banco.
CDS pede responsabilidades ao Banco de Portugal sobre o Novo Banco
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 11 de Janeiro de 2017 às 16:28

O CDS quer explicações do Banco de Portugal sobre a situação financeira do Novo Banco. A deputada centrista Cecília Meireles defende que a instituição responsável pela venda do banco tem de justificar por que motivos o balanço do banco aponta agora para "tantos problemas".

"O Banco de Portugal também terá de explicar o que se passou para agora estarem a surgir tantos problemas com o balanço do Novo Banco", disse Cecília Meireles esta quarta-feira no Fórum da TSF. Responsáveis do PS têm defendido nos últimos dias que as ofertas para o Novo Banco são ruinosas, o que tem servido para argumentar a favor da nacionalização. Esta opção permitia dar tempo para que fossem resolvidos os problemas que o Novo Banco "partilha" actualmente com o sector financeiro, como defendeu esta manhã na TSF o deputado socialista João Galamba.

Nos primeiros nove meses do ano, o Novo Banco registou prejuízos no valor de 359 milhões de euros.

Questionada sobre o facto de o CDS estar a fazer uma crítica à instituição que conduz o processo de venda, a deputada Cecília Meireles lembra que "não seria a primeira vez que o CDS assume um tom crítico em relação ao Banco de Portugal". 

O CDS preferiu não comentar a hipótese de nacionalização do Novo Banco por considerar que existe pouca informação sobre o assunto e que o Governo ainda não tomou qualquer decisão.

"
Nós comentaremos quando houver uma decisão", disse Cecília Meireles, lembrando que é "importante criar condições para que o processo negocial chegue a bom porto". 

"Sempre nos opusemos que os custos corram por conta dos contribuintes o que inclui a nacionalização e a garantia do Estado", argumentou, acrescentando que "há momentos em que é preciso alguma reserva para se resolverem os problemas". 


Cecília Meireles rejeitou também a ideia de que o Governo anterior tomou uma decisão errada quando decidiu pela criação do Novo Banco - como banco de transição - na sequência do fim do BES. "O que teria feito em alternativa? Falir o banco? Meter lá 2000 a 3000 milhões de euros como defendia o Grupo Espírito Santo?"

 

"Todo este ruído tenho muitas dúvidas que ajude" a conseguir uma venda em boas condições, concluiu. 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana


COSTA LADRÃO, EM AÇÃO

A MALTA DA BANCARROTA II (O REGRESSO AO BURACO)

Com a nomeação de Costa, regressam em peso ao governo, os responsáveis pela bancarrota de 2011...

só falta mesmo o padrinho Sócrates, que comanda tudo nos bastidores.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana


Comemorações Oficiais

Ladrões FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

GORDURAS DO ESTADO

As Gorduras & Mordomias do Estado são, na sua maioria, os salários e pensões da FP.

Valor anual das pensões e salários da FP = 30 000 milhões de euros.

TOCA A CORTAR NESTES LADRÕES!

Anónimo Há 1 semana


COSTA LADRÃO, EM AÇÃO

A MALTA DA BANCARROTA II (O REGRESSO AO BURACO)

Com a nomeação de Costa, regressam em peso ao governo, os responsáveis pela bancarrota de 2011...

só falta mesmo o padrinho Sócrates, que comanda tudo nos bastidores.

pub
pub
pub
pub