Banca & Finanças CDS-PP acusa esquerda de boicotar audições da CGD a Vara e Centeno

CDS-PP acusa esquerda de boicotar audições da CGD a Vara e Centeno

Segundo o deputado centrista João Almeida, "a esquerda" rejeitou mais audições além das previstas por considerar que já eram suficientes.
CDS-PP acusa esquerda de boicotar audições da CGD a Vara e Centeno
Bruno Simão/Negócios
Lusa 27 de janeiro de 2017 às 12:59
O porta-voz do CDS-PP acusou hoje PS, BE e PCP de boicotarem as audições pretendidas pelos democratas-cristãos ao ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Armando Vara e ao actual ministro das Finanças, no âmbito do inquérito parlamentar.

"Há três grupos parlamentares que anunciaram que não viabilizarão mais nenhuma audição para além das quatro que esses grupos propõem, obviamente o PS, o PCP e o BE. O que se passa neste momento, em que o parlamento conseguiu uma decisão histórica da parte do Tribunal da Relação no que diz respeito a acesso à documentação, há três partidos que querem boicotar aquilo que os tribunais consideram ser um poder do parlamento em representação dos cidadãos", lamentou João Almeida (na foto).

O deputado falava aos jornalistas nos Passos Perdidos da Assembleia da República após uma reunião de coordenação da Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da CGD e à Gestão do Banco, na qual, segundo João Almeida "a esquerda" rejeitou mais audições além das previstas por considerar que já eram suficientes.

João Almeida esclareceu que o CDS-PP irá "exercer todos os direitos potestativos" para ouvir Armando Vara e Mário Centeno, sendo que o PSD tem também oito pedidos de audição pendentes.

Os requerimentos para audições vão ser votados na próxima reunião ordinária da comissão de inquérito, quinta-feira, que é presidida pelo social-democrata Matos Correia.

O deputado centrista classificou o sucedido como "inédito e gravíssimo", sobretudo da parte de BE e PCP devido às suas posturas anteriores em sentido contrário perante situações semelhantes.

Em 18 de Janeiro, o Tribunal da Relação decidiu dispensar o dever de sigilo bancário da CGD, Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, determinando que disponibilizem a informação pedida pelos deputados no âmbito do processo de recapitalização do banco.

A comissão de inquérito tomou posse a 5 de Julho e viu o seu prazo prolongado recentemente por mais dois meses. O objecto dos trabalhos visa a gestão do banco público desde 2000, abordando ainda factos que levaram ao processo de recapitalização, aprovado por Bruxelas.



A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Joao22 Há 3 semanas

PS, PCP e BE saiem em defesa dos corruptos e dos maus gestores. O mundo ao contrario. O que o poder nao muda?

comissao Há 3 semanas

de inquérito com limitações

pub
pub
pub
pub