Desporto CDS quer saber se suspensão de apostas foi "caso pontual" ou se é necessário reforçar lei

CDS quer saber se suspensão de apostas foi "caso pontual" ou se é necessário reforçar lei

O CDS-PP quer saber se na origem da suspensão das apostas no jogo de futebol entre Feirense e Rio Ave está um "caso pontual" ou se obrigará a reforçar o processo legislativo em curso no parlamento.
CDS quer saber se suspensão de apostas foi "caso pontual" ou se é necessário reforçar lei
Bruno Simão/Negócios
Lusa 07 de fevereiro de 2017 às 16:25

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o porta-voz do CDS-PP, João Almeida, justificou desta forma o pedido de audição do director do Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal que o partido entregou hoje na Assembleia da República.

 

"Há, do ponto de vista do parlamento, um processo legislativo em curso para punir práticas irregulares associadas a este tipo de acontecimento, designadamente apostas desportivas e eventual corrupção associadas a apostas desportivas", explicou João Almeida, acrescentando que estão em discussão na especialidade iniciativas do CDS, PSD e PS sobre esta matéria.

 

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa suspendeu na segunda-feira as apostas no Placard relativas à partida entre o Feirense-Rio Ave, da I Liga de futebol, que a equipa de Santa Maria da Feira venceu por 2-1.

 

O jornal desportivo Record noticiou que a suspensão das apostas estará relacionada com "um afluxo anormal de movimentos relacionados com esta partida, em especial de uma alegada aposta de 100 mil euros de um apostador proveniente da China".

 

"O que é essencial perceber é, tendo acontecido algo que nunca tinha acontecido em Portugal, se esse tipo de situação é pontual ou se motiva alteração no processo legislativo", disse.

 

Para João Almeida, "é fundamental que não se generalize a ideia de que este tipo de práticas é comum e que o desporto vai ter de conviver com elas".

 

"Não, o desporto não pode conviver com estas práticas, tem de as conseguir isolar e punir e não pode contaminar a generalidade dos agentes desportivos que praticam a sua actividade de forma leal e verdadeira", defendeu.

 

O Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos, sob a dependência do Turismo de Portugal e tutelado pelo Ministério da Economia, é o órgão competente de fiscalização da exploração e prática dos jogos de fortuna ou azar concessionados pelo Estado.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 07.02.2017

A casa estava a perder, por isso suspenderam. O jogo está sempre viciado a favor dos mais fortes, seja empresas financeiras ou de apostas!

Anónimo 07.02.2017

Se desconfiam do jogo entre o Feirense e o Rio Ave, então o que dizer do resultado do jogo entre o Operário e o Carapinheirense... 6 golos nos ultimos 25 minutos..., este jogo, a contabilidade do Carapinheirense e seus administradores e treinador é que a policia judiciária deveria investigar...

fred 07.02.2017

O CDS está sempre contra qualquer aumento dos mais pobres e agora vem-se meter nisto? Mas que tem o CDS a ver com as apostas? Quando se propôs que famílias não fossem postas na rua, a dormirem ao frio, por dívidas ao fisco, o CDS votou 'não'. Durmam na rua com as crianças, para aprenderem. E agora..

Gatunos 07.02.2017

Há que reforçar a lei de forma a que os apostadores percam sempre tudo, pois somos uma Republica de Gatunos.

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