Banca & Finanças Centeno garante recapitalização apesar da polémica que envolve a Caixa

Centeno garante recapitalização apesar da polémica que envolve a Caixa

O ministro das Finanças tentou esta terça-feira minimizar o impacto que a polémica em torno das declarações de património dos gestores da Caixa tem no processo de recapitalização.
Centeno garante recapitalização apesar da polémica que envolve a Caixa
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 15 de Novembro de 2016 às 16:39
O ministro das Finanças garantiu esta terça-feira que o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai concretizar-se. Mário Centeno tentava assim evitar que a polémica em torno da entrega de declarações de património por parte dos gestores da Caixa afecte aquilo que o Governo considera ser a sua prioridade. 

"A CGD é muito importante para o sistema financeiro português. A sua recapitalização é um enorme objectivo do Governo e vai com certeza ser materializada", disse o governante, citado pela Lusa. O ministro respondia desta forma aos jornalistas que tentavam saber desenvolvimentos e consequências sobre a decisão que estará para ser tomada pela administração do banco público sobre o envio (ou não) das declarações de património para o Tribunal Constitucional.

A garantia do ministro surge numa altura em que é evidente descontentamento por parte de alguns empresários portugueses quanto aos reflexos que esta polémica está a ter na actividade do banco público. A recapitalização da Caixa está avaliada em 5.160 milhões de euros. A maior parte do dinheiro vem do Estado (2.700 milhões de euros). Os privados têm de investir 1.000 milhões de euros.    

Nas mesmas declarações aos jornalistas, o ministro evitou comentar directamente a polémica, remetendo para o Constitucional qualquer decisão sobre o assunto. "Há instituições a analisar a situação e este é o tempo de essas instituições funcionarem", afirmou Centeno. 

O jornal Público adiantou esta terça-feira que Domingues está a preparar uma resposta jurídica para o Tribunal para expor as razões que o levaram a não entregar a declaração de rendimentos e património no Palácio Ratton. Neste cenário, fica afastada nesta fase qualquer possibilidade de entrega da referida declaração, avança o mesmo jornal.



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