Aviação CEO da British Airways defende o fim das refeições grátis a bordo

CEO da British Airways defende o fim das refeições grátis a bordo

O CEO da British Airways, Alex Cruz, defendeu a sua decisão de começar a cobrar as refeições em rotas de curta distância, afirmando que a medida era necessária para competir num ambiente de queda dos preços das viagens.
CEO da British Airways defende o fim das refeições grátis a bordo
Reuters
Bloomberg 09 de dezembro de 2017 às 17:00

"Considerando algumas das tarifas no mercado, não pedimos desculpas por nos tornarmos mais eficientes em vários aspectos para que possamos competir de forma consistente e eficiente", disse Alex Cruz. O responsável acrescentou que a BA continua a ser, "e sempre será", uma empresa aérea de elevado perfil.

 

A unidade da IAG cancelou as refeições gratuitas nos voos europeus em Janeiro, convidando os passageiros a comprarem a bordo lanches e sanduíches da Marks & Spencer Group. Alex Cruz, que veio da unidade de baixo custo Vueling em 2016, também reformulou o programa de fidelidade da BA e está a ser criticado pelo plano de acomodar passageiros na mesma classe de acordo com o valor pago. A operadora está a tentar competir com redes concorrentes como a Air France-KLM e a Deutsche Lufthansa e defender-se de especialistas em voos de baixo custo como a Ryanair.

 

Indagado no London Aviation Club pelo ex-piloto de Concorde da BA John Hutchinson, que classificou a mudança na política dos alimentos como "desastre completo", Alex Cruz insistiu que a mudança oferece aos clientes mais alternativas e uma qualidade significativamente melhor.

 

O CEO, que reporta ao chefe da IAG, Willie Walsh, também instituiu um programa de redundância e reestruturou os planos de previdência da BA. Ao mesmo tempo, está a rever o produto de classe executiva Club World e a investir 4,5 mil milhões de dólares em 72 novos aviões que deverão ser entregues nos próximos cinco anos.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
5640533 12.12.2017

E porque não cobrar o dobro?

Anónimo 11.12.2017

Os preços da ba sao mais altos do que a tap e a Lufthansa dentro da Europa e estas companhias dão água e café de graça como um sanduíche ou chocolate. Esse argumento não cola e eu já desviei compras da na para essas três companhias ie SWISS, tap e LH e nao tenho problemas se essas companhias subissem um pouco os preços, acho um insulto não oferecer água e café

Anónimo 10.12.2017

QUE INGÉNUO QUE EU SOU... PENSAVA QUE ESTE CUSTO ESTAVA INCLUIDO QUANDO FAZEM O PREÇO DE CADA ROTA.

As refeições a bordo NÃO são grátis 09.12.2017

O cliente paga um bilhete que tem refeição incluida, ie, paga a refeição. Se fazem bilhetes mais baratos sem refeição cada um vai depois tirando dos bolsos o que leve para comer, sendo pior num ambiente tão limitado como é o avião.O que vendam a bordo será sempre bastante inflacionado como 4eur/café

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub