Tecnologias CEO da Uber acredita que vai haver carros voadores dentro de 10 anos

CEO da Uber acredita que vai haver carros voadores dentro de 10 anos

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, acredita que carros voadores vão estar a atravessar o céu dos Estados Unidos na próxima década.
CEO da Uber acredita que vai haver carros voadores dentro de 10 anos
Reuters
Bloomberg 28 de janeiro de 2018 às 14:00

"Haverá pessoas a voar em Dallas, no Texas", disse Khosrowshahi na conferência de tecnologia DLD em Munique (Alemanha), a sua primeira aparição pública na Europa desde que assumiu o comando da Uber no ano passado. "Acho que isso vai acontecer nos próximos dez anos".

A Uber estabeleceu no ano passado uma parceria com a NASA para desenvolver novos conceitos de tráfego que vão permitir operar, de forma segura e eficiente, sistemas de voo robotizado. A companhia está a trabalhar com parceiros na área das aeronaves, infra-estruturas e imóveis para operar rotas fixas em centros urbanos. De acordo com a visão da empresa para esta rede, apelidada de "uberAir", os clientes vão poder pressionar um botão e obter voos de alta velocidade dentro e fora de cidades, afirmou a Uber em Novembro.

O CEO da Uber citou o congestionamento das cidades como um dos problemas que a sua empresa pode ajudar a resolver, aumentando, por exemplo, o número de veículos eléctricos. No entanto, defendeu, os táxis completamente autónomos ainda vão demorar entre 10 e 15 anos, devido ao esforço exigido para criar mapas tridimensionais e porque os sensores ainda são muito caros.

A Uber planeia expandir-se para mais cidades da Alemanha ainda este ano e tem novos planos para Londres. O CEO disse que a Uber comprometeu-se a ter uma frota híbrida ou eléctrica em Londres - "se eles nos deixarem voltar". Segundo Khosrowshahi, o Uber Eats está "incontestavelmente a explodir" e será a maior empresa de entrega de alimentos do mundo neste ano.

"Agora estamos a passar do crescimento a qualquer custo para o crescimento responsável", disse Khosrowshahi, enquanto os taxistas locais protestavam, do lado de fora da conferência, contra a concorrência da start-up dos EUA.

A crise relacionada com a cultura empresarial da Uber, no ano passado, foi tão grande que, quando Khosrowshahi entrou na empresa, não precisou de convencer ninguém de que era necessária uma mudança, disse ele. Agora, a Uber está empenhada em fazer "a coisa certa, e ponto final".




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