Web Summit CEO do Nasdaq: "Trump foi eleito como presidente, não como ditador"

CEO do Nasdaq: "Trump foi eleito como presidente, não como ditador"

Bob Greifeld, CEO do Nasdaq, admite que a eleição do multimilionário pode penalizar a dívida norte-americana durante algum tempo.  
CEO do Nasdaq: "Trump foi eleito como presidente, não como ditador"
Bloomberg
Rita Faria 09 de Novembro de 2016 às 15:02

Bob Greifeld, CEO do índice tecnológico norte-americano Nasdaq, defendeu esta quarta-feira, 9 de Novembro, que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos "não tem um impacto directo sobre nós".

 

"É um factor externo que não deve afectar-nos. [Trump] foi eleito como presidente, não como ditador. Vamos continuar a fazer o que temos de fazer", reforçou Bob Greifeld, num painel do Web Summit dedicado ao "venture capital".

 

No entanto, referindo-se à reacção negativa dos mercados financeiros, o CEO do Nasdaq antecipou que a pressão sobre a dívida norte-americana "vai persistir durante um tempo".

 

Greifeld apontou para os movimentos populistas na Europa e para a decisão dos eleitores do Reino Unido de sair da União Europeia para sublinhar que "estamos a lidar com um tempo de sentimento anti-comércio e anti-globalização", o que significa que "temos de fazer um melhor trabalho de comunicação" sobre os benefícios do livre comércio e da globalização.  

 

Já Tony Conrad, CEO da sociedade de capital de risco True Ventures, sublinhou que "é muito cedo para dizer, mas há alguma preocupação". Questionado sobre o que diria à nova administração, se pudesse, o empresário foi peremptório: "acho que lhe pediria para se demitir".

 

"Mesmo que [Trump] não faça nada de negativo, isto não é liderança, pois não?", reforçou Conrad.

 

Mood Rowghani, associado da Kleiner Perkins, alertou para os perigos das "reacções exageradas", lembrando que é preciso olhar "para fontes duradouras de competitividade".

 

"A força vital do nosso ecossistema é atrair os melhores talentos", referiu Rowghani. "Na verdade, não acredito em nada do que ele diz, mas se afastar o talento, seria um desastre, é muito mau para a inovação". 

 




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5640533 Há 3 semanas

A dívida americana é impagável e Trump vai aumenta-lá. Ao pé dos americanos os gregos parecem campeões da poupança.

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