Banca & Finanças CEO do Popular reconhece "situação difícil" mas diz que banco "está solvente"

CEO do Popular reconhece "situação difícil" mas diz que banco "está solvente"

Na mensagem que enviou aos colaboradores do banco, Emilio Saracho diz que estão a ser trabalhadas várias alternativas "por forma a cumprir os requisitos regulatórios impostos pelo BCE".  
CEO do Popular reconhece "situação difícil" mas diz que banco "está solvente"
DR/Banco Popular
Nuno Carregueiro 03 de junho de 2017 às 12:44

No final de uma semana negra na bolsa, perante os receios de que o banco venha a ser intervencionado, o CEO do Banco Popular escreveu aos colaboradores do banco, onde reconhece a "situação difícil" e tenta passar uma mensagem de tranquilidade.

 

Emilio Saracho começa por dizer que "as informações que têm sido publicadas afectam o trabalho e o ânimo" do todos os colaboradores do banco, mas "a nossa obrigação como profissionais passa por nos centrarmos no dia-a-dia e nos clientes".

 

Na mensagem, citada pelo jornal espanhol Expansíon, o CEO do Popular diz que o banco "está solvente e tem um património líquido positivo", embora admita que o "nosso banco encontra-se numa situação difícil".

 

Saracho adianta que o Popular está a trabalhar em diferentes alternativas "por forma a cumprir os requisitos regulatórios impostos pelo BCE para o próximo ano", que passam pela venda de activos estratégicos e um operação de venda a outra entidade financeira, através de um provável aumento de capital.

 

Contudo, o banco adiou por diversas vezes o prazo para escolha das propostas de compra do Popular, gerando especulação de que não haverá uma proposta firme e efectiva. Um receio que provocou fortes quedas das acções do Popular, que desceram mais de 17% na quinta-feira e voltaram a afundar mais de 17% na última sessão. Só nesta semana a capitalização bolsista do Popular baixou mais de mil milhões de euros.

 

Santander, BBVA, Bankia, Sabadell e CaixaBank são os bancos apontados pelos media espanhóis como potenciais interessados no Popular. Contudo, de acordo com o Cinco Dias, apenas o Santander parece estar verdadeiramente interessado na operação.

 

No última noite, a Bloomberg noticiou que a administração do Popular solicitou uma reunião com o Banco Central Europeu, que acontecerá na terça-feira, com o propósito de encontrar formas de aumentar a liquidez do banco. Em cima da mesa poderá estar a concessão de empréstimos de emergência, para fazer face à fuga de depósitos que a instituição está a ser alvo.

 

Na carta aos colaboradores, o CEO do Popular refere que "os nossos clientes e os nosso accionistas são o mais importante para nós, sendo que por essa razão deveremos transmitir uma mensagem de tranquilidade e confiança e que estamos a fazer todos os esforços para superar esta situação".

 

Íñigo Méndez de Vigo, porta-voz do Executivo de Rajoy, afirmou ontem que o Governo espanhol está em "tranquilidade absoluta" perante "qualquer eventualidade" relacionada com o Popular. "Devido às reformas, Espanha tem um sistema financeiro sólido, um dos mais sólidos da Europa, e podemos estar tranquilos perante qualquer eventualidade".




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