Banca & Finanças Cerca de 350 funcionários querem sair da CGD

Cerca de 350 funcionários querem sair da CGD

A CGD registou 61 milhões de euros em custos para as pré-reformas e rescisões por mútuo acordo no primeiro semestre. Este é o já o montante para as saídas que venham a ocorrer até ao final do ano.
Cerca de 350 funcionários querem sair da CGD
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 28 de julho de 2017 às 20:51

Cerca de 100 funcionários mostraram vontade de sair do quadro da Caixa Geral de Depósitos no âmbito do programa de rescisões por mútuo acordo. Outras 248 querem sair nos programas relativos a reformas. Ao todo, são perto de 350 trabalhadores aqueles que estão dispostos a sair do banco público este ano.

 

Segundo dados transmitidos por Paulo Macedo, na conferência de imprensa desta sexta-feira 26 de Julho para apresentação dos prejuízos de 50 milhões de euros, foram recebidas 248 manifestações de interesse de saída nos programas de pré-reformas ou mesmo de reforma.

 

Já no programa de revogação por mútuo acordo, que se estende até 26 de Setembro, a instituição financeira recebeu manifestações de interesse de cerca de 100 funcionários.

 

Paulo Macedo desdramatiza o número dos pedidos nas rescisões por mútuo acordo: "não há números ainda que sejam significativos, há pessoas que ainda estão a ponderar", frisou, referindo-se ao facto de o prazo ainda estar a dois meses do fim.

 

No programa, o banco quer rescindir com 550 pessoas este ano, sendo que a meta é reduzir com 2.200 trabalhadores até 2020.

 

O presidente da CGD disse que, desde o início do ano e até esta sexta-feira, 28 de Julho, saíram do banco 300 pessoas. Em Junho deste ano, eram 8.070 funcionários na actividade doméstica (aquela em que estão a decorrer estes processos).

Custo de 61 milhões para indemnizações

 

Nas contas do primeiro semestre, foram já incorporados 61 milhões de euros nos custos para indemnizações a pagar no processo. Nas rescisões por mútuo acordo, o banco paga compensações entre 1,6 e 2,1 meses por ano trabalhando, até um máximo de cinco anos, sendo que a diferença prende-se com o regime social dos trabalhadores.

 

Além deste montante, não haverá mais reconhecimento de encargos: "O custo para indemnizações está já contabilizado para o ano inteiro, não haverá custo adicional com indemnizações a pagar este ano".




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