Banca & Finanças CGD domina primeira semana de 2017 no Parlamento

CGD domina primeira semana de 2017 no Parlamento

António Domingues vai falar sobre a demissão a 4 de Janeiro na comissão de Orçamento. Dias 3 e 5 é a vez de António de Sousa e Campos e Cunha irem à comissão de inquérito. Os últimos passaram, em períodos distintos, por turbulência na CGD.
CGD domina primeira semana de 2017 no Parlamento
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 28 de dezembro de 2016 às 19:22

A Caixa Geral de Depósitos vai dominar a primeira semana de 2017 na Assembleia da República. Seja na comissão de Orçamento e Finanças seja na comissão de inquérito, o banco público vai estar em discussão.

 

A comissão de inquérito à CGD regressa a 3 de Janeiro, pelas 10:00, com a audição de António de Sousa na qualidade de ex-presidente da administração da CGD, onde esteve entre 2000 e 2004. Dois dias depois, a 5, os deputados do mesmo inquérito parlamentar recebem Luís Campos e Cunha, que foi ministro das Finanças entre Março e Julho de 2005, pelas 18:00.

 

O período em que ambos estiveram nos cargos que agora os leva à comissão de inquérito já esteve sob análise dos deputados. António de Sousa foi presidente da administração ao mesmo tempo que que Mira Amaral era presidente da comissão executiva. A coexistência entre ambos não foi fácil, conforme a ministra das Finanças entre 2002 e 2004, Manuela Ferreira Leite, admitiu na sua audição no Parlamento. 

 

Aliás, Ferreira Leite assumiu que tinha sido um trabalho que tinha deixado por concluir. O sucessor, Bagão Félix acabou por receber a renúncia dos dois presidentes e escolheu Vítor Martins para suceder. Já quem se seguiu, Campos e Cunha, vai falar sobre o curto período do seu mandato enquanto ministro das Finanças, durante o qual se recusou a substituir Vítor Martins, como pretendia o primeiro-ministro José Sócrates.

 

O agora administrador do Santander Totta esteve pouco tempo no poder mas o jornal Público noticiou na altura que Campos e Cunha quis manter a estabilidade na CGD e optou por não mudar a equipa que aí estava há menos de um ano. O ministro saiu e foi substituído por Teixeira dos Santos, o governante que levou Carlos Santos Ferreira e Armando Vara para o banco estatal.

António de Sousa e Campos e Cunha são ouvidos na primeira semana de Janeiro, mês a partir do qual a comissão de inquérito, que tem sido alvo de inúmeras polémicas políticas entre esquerda e direita (desde logo a sua constituição foi feita com a oposição dos partidos que sustentam o Governo) vai passar a ter audições duas vezes por semana. Apesar de ter tomado posse em Julho, a comissão de inquérito só realizou sete audições até aqui – José de Matos, Carlos Costa, Mário Centeno, António Domingues, Guilherme d’Oliveira Martins, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix.

Segundo a calendarização actualmente definida, Teixeira dos Santos vai à comissão de inquérito dia 10 de Janeiro, seguido de Vítor Martins dois dias depois. Santos Ferreira é convocado para dia 17, embora tenha de dividir as atenções com o debate quinzenal que ocorre nesse dia devido à viagem do primeiro-ministro António Costa, ao Fórum Económico Mundial, em Davos. 

 

Domingues dia 4 na comissão permanente

 

Além do passado de há mais de uma década a ser coberto nas próximas audições do inquérito parlamentar, o passado mais recente da CGD também estará em discussão no Parlamento na quarta-feira, 4.

 

Como ditou a esquerda, ao recusar a proposta do PSD, António Domingues, o presidente demissionário da CGD, vai ser ouvido na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa onde, não tendo de respeitar as normas de um inquérito parlamentar poderá escusar-se a dar algumas respostas. O tema é a sua demissão quatro meses depois de assumir funções.


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