Banca & Finanças CGD investigada por "encobrir" falsificação de contas em Paços de Ferreira

CGD investigada por "encobrir" falsificação de contas em Paços de Ferreira

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) é suspeita de ter compactuado com a “falsificação de contas” de uma empresa municipal de Paços de Ferreira, a PFR Invest, refere o Jornal de Notícias.
CGD investigada por "encobrir" falsificação de contas em Paços de Ferreira
David Martins/Correio da Manhã
Negócios 14 de fevereiro de 2017 às 09:11

A Caixa Geral de Depósitos recorreu ao tribunal para tentar que a Câmara Municipal de Paços de Ferreira pagasse os 24 milhões de euros emprestados à PFR Invest, uma empresa municipal criada para gerir as zonas industriais da Capital do Móvel. Mas no final do processo o município foi absolvido. É agora a CGD que será investigada pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e Inspecção-Geral de Finanças, já que é suspeita de ter omitido e compactuado com a "falsificação de contas da PFR Invest relativas a 2010, 2011 e 2012, segundo avança esta terça-feira, 14 de Fevereiro, o Jornal de Notícias.

O diário explica que o caso remonta a 2008, altura em que a empresa municipal pediu um empréstimo de 20 milhões. Como garantia, a PFR Invest apresentou um documento no qual o então presidente da Câmara, Pedro Pinto, se obrigava a transferir para a empresa municipal os montantes necessários ao seu equilíbrio financeiro.

Em Setembro de 2010 a empresa começou a falhar pagamentos e em 2015 foi declarada insolvente e o novo autarca, Humberto Brito, recusou pagar a dívida.

A CGD recorreu para tribunal para reclamar o dinheiro. Mas no acórdão os juízes sustentam que o município "não se obrigou a pagar o empréstimo contraído", mas a garantir o equilíbrio das contas.

O Tribunal sustenta que por ser credora de duas prestações a CGD já sabia que as contas da PFR Invest – que em 2010, 2011 e 2012 apresentou resultados positivos – não eram as anunciadas. A CGD "silenciou a falsificação de contas e agiu activamente com esta e o então presidente da Câmara, no sentido dessa falsificação de contas ser encoberta", concluem os juízes, que enviaram o processo para investigação.


A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Tem que serem do PSD ? 14.02.2017

È por isso que eles querem regressar ao poder,mas o povo vai abriu o olhos e corre com eles ,votante do PSD vou votar Geringonça.é gente séria.

Irmaosmetralha 14.02.2017

...por esta e por outras o Banco de Portugal e a CMVM querem esconder dos cidadãos contribuintes os maiores devedores da CGD...nem imaginamos as vigarices e falcatruas que por aí andam escondidas na CGD...! É só malta a "encher-se" à custa dos contribuintes que agora entram com 6 mil milhoes na CGD!

Camponio da beira 14.02.2017

Oquê, bancos a vigarizar contas? nâ não acredito, de há institiuições que sabem fazer tudo direitinho são os bancos, não estivessem os seus intermináveis conselhos de administração cheiinhos de competentissimos politicos.

Anónimo 14.02.2017

Daniel mais um labrego que trata de questões de dinheiros públicos como se fosse o campeonato da 1-Liga de futebol. Aliás nomear partidos nestas questões só demonstra 2 coisas. Ou ignorância, ou cartão partidário para entrar na linha de sucessão da "MAMA". Tire a serradura da frente das "vistas".

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub