Banca & Finanças CGD: Passos defende que cumprir dever de transparência é questão de "decência"

CGD: Passos defende que cumprir dever de transparência é questão de "decência"

O líder do PSD disse esta quinta-feira que o cumprimento dos deveres de transparência por parte dos gestores públicos é uma questão de "decência elementar" e recusou dar por encerrado o "folhetim" sobre a administração da Caixa Geral de Depósitos.
CGD: Passos defende que cumprir dever de transparência é questão de "decência"
Miguel Baltazar
Lusa 03 de Novembro de 2016 às 14:26

"É uma questão de decência e, por decência elementar, pessoas que se disponibilizam - independentemente dos valores que vão receber a título de rendimento - para serem gestores de um banco público, de uma entidade pública, têm o dever de transparência", afirmou o presidente social-democrata, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com responsáveis da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, em Lisboa.

 

Considerando que "os factos mostram" que o "folhetim" da Caixa Geral de Depósitos não está encerrado, Passos Coelho defendeu que deve ser o parlamento a encerrar a polémica, "esperando depois que os senhores administradores tenham o sentido de executar" o seu mandato, mas "em regime de transparência".

 

"Se as próprias pessoas não percebem, se o próprio Governo não percebe, acho que o parlamento tem a obrigação de pôr um ponto final nesta questão", preconizou, sublinhando que, se todos os partidos estão de acordo quanto à necessidade de serem cumpridos os deveres de transparência, não há nenhuma razão para que a Assembleia da República não resolva o problema.

 

"O que estamos a tratar é de um dever de transparência que tem de existir, isto é um folhetim que já devia ter terminado há muito tempo se houvesse autoridade no Governo", sublinhou.

 

Ao contrário do que o primeiro-ministro já defendeu, Passos Coelho insistiu ainda que a polémica que envolve a administração da Caixa, com o presidente e os administradores do banco público a recusarem entregar as declarações de rendimentos, não terminou.

 

"Se o estar encerrado pressupõe que o Governo seja discricionário em relação à Caixa e diga 'temos aqui um corpo de administradores que não têm os deveres que todos os administradores públicos têm', então está muito mal encerrada e o parlamento não deve consentir isso", salientou.

 

Questionado se o PSD pondera solicitar a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma do Governo que excepciona a nova administração da Caixa Geral de Depósitos dos limites salariais e das declarações de transparência a que estão obrigados todos os gestores públicos, caso as propostas que os sociais-democratas já apresentaram no parlamento não tenham o apoio do PCP e do BE, Passos Coelho adiou uma decisão.

 

"Cada coisa a seu tempo, aquilo que é importante nesta fase é trazer normalidade àquilo que se passa na CGD", disse, admitindo que o PSD poderá acompanhar a proposta do BE se for no sentido de repor a obrigação de transparência na apresentação de declarações de incompatibilidades e de rendimentos junto do Tribunal Constitucional.

 

"Não é uma questão partidária, não é sequer uma questão entre a oposição e o Governo, é uma questão nacional, não há nenhuma razão, eu acho até que é imoral que se esteja a exceptuar os administradores da CGD de apresentar as declarações", referiu, notando que o PSD não mudou de posição em relação a esta matéria, defendendo hoje o que já defendia quando estava no Governo.

 

Interrogado sobre o facto de alguns administradores ameaçarem renunciar ao cargo caso tenham de apresentar as declarações de rendimentos, o líder do PSD recusou a ideia que o seu partido poderá estar a criar instabilidade no banco público, alegando que as coisas não podem ser invertidas.

 

"Não é o parlamento que criará um problema à Caixa por querer que a Caixa esteja normalmente abrangida pelo estatuto dos gestores públicos com deveres e obrigações de transparência", disse, fazendo votos para que não sejam os administradores a criar um problema maior "nem para o banco em que aceitaram trabalhar, nem para o Governo, nem para o Estado".




A sua opinião11
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 6 dias


FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as absurdas pensões da CGA.

Ano - Receitas CGA / Trf. OE / Desp. Total

2015 - 4.927 / 4.601 / 9.528 Milhões €

comentários mais recentes
AO MAIS VOTADO Há 6 dias

Andas ao lume vais-te queimar. Amanhã tenho a tua morada seu filha da putta

Aguenta boy Há 6 dias

O Coelho a falar de transparência? De decência? ahahhahahahhhahahhahahhahahhahahhahahahhahhahahhahahah Miserável

eheheheheheh Há 6 dias

Se achas que estás a ser roubado faz queixa na policia, entretanto vai à psiquiatria, mas do privado para arrotares que nem um leão

Este bicho a falar de decência? Há 6 dias

Vai trabalhar pulha.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub