Banca & Finanças CGD recusa-se a disponibilizar maiores créditos

CGD recusa-se a disponibilizar maiores créditos

Em carta datada de 23 de Janeiro, Rui Vilar e Tudela Martins, administradores do banco público, rejeitam a entrega da lista de maiores créditos concedidos. A posição é tomada após a decisão do Tribunal da Relação.
CGD recusa-se a disponibilizar maiores créditos
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 24 de janeiro de 2017 às 16:39

A Caixa Geral de Depósitos recusa-se a entregar a lista dos maiores créditos por si concedidos. A posição foi assumida numa carta enviada à comissão de inquérito esta segunda-feira, 23 de Janeiro, mesmo depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter decretado o levantamento do dever de segredo à instituição financeira.

 

"A CGD não pode prestar as informações solicitadas", defendem o vice-presidente da CGD, Rui Vilar, e o vogal da administração, João Tudela Martins, numa carta endereçada ao deputado José Matos Correia, que preside à comissão de inquérito, a que o Negócios teve acesso.

 

"A documentação pedida, para além de ainda não estar aprovada na sua totalidade, contém informação relativa a clientes e também informação que, embora respeitando à vida interna da CGD, atenta a sua natureza e sensibilidade, se impõe manter em segredo, para preservação os seus legítimos interesses, no quadro plenamente concorrencial em que desenvolve a sua actividade", argumentam os gestores.

 

A informação pedida passa por uma listagem dos créditos que justificam o reconhecimento de imparidades de 3 mil milhões de euros, com indicações do tipo de créditos, da antiguidade, dos decisores e das garantias associadas.

 

No acórdão publicado na semana passada, o Tribunal da Relação decidiu que não havia obrigação do banco público de manter segredo sobre os maiores créditos concedidos pelo banco público. Na altura, o Negócios deu conta que a CGD deveria recorrer da decisão.

 

Agora, o que acontece é que na missiva em que são pedidos estes créditos é que o banco, ainda com Rui Vilar a assumir a liderança enquanto não há autorização para a entrada em funções para toda a equipa de Paulo Macedo, recusa disponibilizar tais informações.


"A CGD não pode disponibilizar informação relativa a clientes". O banco diz que tem divulgado informação interna, excepto quando "os interesses em causa não o permitem".

 


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mais votado Anónimo 24.01.2017

COMO DIZIA SAMORA MACHEL:
ooo pequenos os bdc a OOO grande!

VIVA AREPÚBLICA DAS BANANA.

comentários mais recentes
Paulo Reis 07.02.2017

A escumalha nojenta que se esconde atrás da capa da democracia. Não tenho palavras para descrever o nojo que sinto desta gentalha. Até a esquerdalha no parlamento aprova estas decisões. Só mesmo a forca ou numa câmara de gaz.Depois tinham de ser cremados, por causa do cheiro a porco morto.

Anónimo 25.01.2017

Bando de parasitas, políticos juízes a escumalha do país

Anónimo 24.01.2017

Se este país fosse normal, a CGD tinha sido auditada por uma empresa idónea,independente e o resultado divulgado para acabar com este jogo.Afinal estes gestores se tem este comportamento é porque têm algo a esconder.

nb 24.01.2017

Pudera, e assim ficávamos a saber quem emprestou, ou melhor deu o dinheiro e a quem.

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