Banca & Finanças CGD vai de carrinha onde fecha balcões mas sem dinheiro

CGD vai de carrinha onde fecha balcões mas sem dinheiro

A primeira carrinha que vai permitir à Caixa servir as localidades que vão ficar sem balcões do banco já está pronta. O “balcão móvel” permite realizar vários serviços bancários, mas não levantar ou depositar dinheiro.
CGD vai de carrinha onde fecha balcões mas sem dinheiro
Bruno Simão
Maria João Gago 14 de junho de 2017 às 19:35

A Caixa Geral de Depósitos espera lançar até ao início de Julho o "balcão móvel", ou seja, a prestação de serviços bancários através de uma carrinha que vai percorrer localidades onde o banco do Estado vai encerrar balcões ou onde nunca esteve presente. No entanto, não será possível fazer levantamentos nem depósitos de dinheiro neste serviço.

 

"Queremos ir onde a Caixa não está", adiantou Francisco Viana, director de comunicação da CGD, na apresentação do "balcão móvel" aos jornalistas, esta quarta-feira, em Lisboa. Este responsável reconheceu que a intenção do banco era que a carrinha CGD pudesse ter uma caixa Multibanco incorporada, que permitisse realizar operações bancárias envolvendo dinheiro. No entanto, não foi possível obter autorização para este tipo de solução.

 

"Vamos disponibilizar todos os serviços bancários excepto os que envolvem numerário. Esta carrinha não vai transportar valores, mas os colaboradores da CGD poderão ajudar os clientes a utilizar as ATM [máquinas automáticas de levantamentos]", explicou Francisco Viana. No futuro, admitiu, o "balcão móvel" poderá evoluir nesse sentido, mas não há qualquer garantia de que assim seja.

 

Para já, o funcionário da Caixa que se deslocará nesta carrinha – que será conduzida por um segurança – poderá esclarecer dúvidas de clientes, dar informações e promover produtos e serviços, simular operações de crédito, actualizar dados de clientes, consultar processos e emitir segundas vias de documentos bancários.

"Balcão móvel" vai permitir fazer várias operações bancárias, desde que não envolvam dinheiro.
Bruno Simão

 

Por outro lado, o "balcão móvel" da CGD disponibilizará um terminal de pagamentos automáticos que prestará serviços disponibilizados no MB Spot, como carregamento de serviços pré-pagos, pagamento de serviços, pagamentos ao Estado, consulta de saldos e movimentos de conta.

 

Os futuros clientes que pretendam abrir conta na Caixa poderão preencher e assinar os formulários necessários nesta carrinha. No entanto, formalmente, as contas só poderão ser abertas pelos funcionários nas agências a que o "balcão móvel" estará associado.

 

Neste momento, a Caixa não divulga quais as localidades que receberão as visitas da carrinha CGD. Questionado sobre se o "balcão móvel" vai servir as populações de locais onde o banco está a fechar balcões, como acontece com Almeida, Viana garantiu que servirá estas localidades "e não só".

 

Por enquanto, ainda só existe um exemplar da carrinha bancária da Caixa, não estando decidido qual o número de veículos que poderão vir a integrar esta frota. O director da CGD recusou também adiantar o valor do investimento associado a este projecto.



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mr 17.06.2017

espero que esta carrinha tenha sanita!!

NT 15.06.2017

5º Mundo

Anónimo 15.06.2017

Qual é a admiração , é o exemplo vivo da situação portuguesa , só não quer ver quem é cego, ou é mais um boy do sistema.

Anónimo 15.06.2017

Portugal, jurisdição e economia tomada pelas forças anti-mercado que são responsáveis por todos os seus graves problemas económico-sociais, teve e tem lóbis muito nefastos que tudo fizeram para passar ao lado da realidade. Deu para esconder a podridão enquanto deu... Daqui para a frente cada vez haverá menos margem para tal. "600,000 jobs cut in the banking industry since 2008 financial crisis" www.ecofinagency.com/finance/1201-33230-600-000-jobs-cut-in-the-banking-industry-since-2008-financial-crisis

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