Banca & Finanças CGD vende edifício Marconi e mais dois imóveis de escritórios por 68 milhões

CGD vende edifício Marconi e mais dois imóveis de escritórios por 68 milhões

O banco público alienou três edifícios de escritórios, mas não revela quem são os compradores. A Caixa Geral de Depósitos diz ter vendido, em 2017, um total de 3.100 imóveis, com os quais encaixou 338 milhões.
CGD vende edifício Marconi e mais dois imóveis de escritórios por 68 milhões
Cátia Barbosa
Diogo Cavaleiro 15 de janeiro de 2018 às 16:19

A Caixa Geral de Depósitos vendeu, no último mês, o Edifício Marconi, onde esteve sediada esta operadora integrada na Portugal Telecom. A esta transacção juntou-se ainda a alienação de dois imóveis de escritório. Juntas, as três operações renderam 68 milhões de euros ao banco público, segundo anunciou a instituição financeira.

 

A entidade presidida por Paulo Macedo não especifica – nem após insistência – quem são os compradores. Em comunicado, é apenas assinalado que "as vendas ocorreram através de processos organizados de consulta ao mercado, com mais de duas dezenas de investidores nacionais e internacionais a manifestarem interesse e a apresentarem propostas".

 

"O mais conhecido dos edifícios de escritório vendidos foi o Edifício Marconi, arquitectado por Álvaro Pais, situado em Entre Campos junto aos terrenos da antiga Feira Popular, na Avenida 5 de Outubro", indica a nota. A Teleperformance é a arrendatária deste edifício.

 

"Foram também alvo de transacções, o Edifício Santa Maria, construído em 2006, situado junto à estação de comboios de Entrecampos, e o Edifício República 50, na esquina com a Avenida Barbosa do Bocage", acrescenta o mesmo comunicado.

 

Não há detalhe do valor gerado por cada um dos imóveis, nem sobre se houve mais ou menos-valias com as transacções. 

 

O Negócios questionou esta segunda-feira o banco sobre os grandes negócios de imóveis que tinha feito no final do ano passado, mas não houve resposta directa, tendo sido enviado o comunicado às redacções.

 

Estas transacções em Lisboa juntam-se à alienação do edifício do antigo BNU, comprado pela Segurança Social por 50 milhões de euros.

 

Ao todo, segundo diz a instituição financeira, "no ano de 2017, a Caixa Geral de Depósitos alienou 3.100 imóveis por todo o país, sobretudo fora dos centros urbanos de Lisboa ou do Porto". O encaixe foi de 338 milhões de euros, o que representa um aumento de 58% em relação ao ano passado. 




A sua opinião13
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 15.01.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

comentários mais recentes
Do Ninguém, para o Anónimo mais votado 16.01.2018

Amigo,
Leio sempre com interesse os teus Comentários, embora nem sempre concorde com o que dizes.
Tal não obsta a que os considere com respeito
e de utilidade nos termos das ideias do Instituto de Santa Fé que professo, e segundo as quais uma das maiores riquezas de uma Sociedade é a diversidade de opiniões entre os seus membros.
Mas confesso que há algo relacionado com os teus Comentários que me causam profunda inquietação:
Refiro-me ao silêncio de cemitério e à inércia dos que em Ti votam de virem à estacada defenderem os pontos de vista em que votaram.
Será timidez ?
Ou será prudência ditada pela consciência de que:
“Do Capitólio à rocha Tarpeia, é curta a distância” ?
Seja um caso ou outro, de quem presumo que tenha formação superior e foi educado numa Sociedade em que hoje reina um clima de Liberdade,
é para mim preocupante.

Inspiração e Saúde para Ti, e Boa Gestão no interesse de nós todos, são Votos do
Ninguém

Neves 15.01.2018

Ainda esta semana vou à CGD pedir uma relação com as anuidades e comissões que me gamaram em 2017, se achar que é pouca vergonha já foram. Ao que sei o Citybank não nos rouba nada.

Anónimo 15.01.2018

O Diabo é o salário mínimo elevado e as prestações sociais generosas serem sustentáveis na Holanda, na Dinamarca, na Finlândia, na Suíça, até em Espanha, e em Portugal não o serem. E tudo com taxas de juro da dívida negativas ou bem próximas de zero, sem dívida pública excessiva fora de controlo, sem mortes perfeitamente evitáveis por conta do Estado que pressionado pela despesa reduz o investimento público ao mínimo e com inúmeras empresas sediadas localmente a criar valor no mercado global, agora e no futuro.

Anónimo 15.01.2018

O problema de economias como a portuguesa é terem, por um lado, empregados a mais a ocupar postos de trabalho que não se justificam, com todos os elevados custos de oportunidade que isso representa para a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade. Estes agentes económicos pertencem à esfera da extracção de valor. Por outro lado, terem relativa e proporcionalmente poucos empregados a ocupar postos de trabalho justificáveis e que criem valor excepcional. Estes agentes económicos pertencem à esfera da criação de valor. Há efectivamente um desequilíbrio muito pronunciado entre criação de valor e extracção de valor na economia portuguesa. O IMD explica-nos isso muito bem. http://www.imd.org/news/is-value-extraction-viable.cfm

ver mais comentários
pub