Automóvel CGTP quer sindicato a negociar com administração da Autoeuropa

CGTP quer sindicato a negociar com administração da Autoeuropa

Arménio Carlos defende que a direcção da fábrica da Volkswagen deve negociar também com o sindicato SITE Sul, afecto à CGTP.
CGTP quer sindicato a negociar com administração da Autoeuropa
Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes 30 de agosto de 2017 às 15:32

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) defende que os sindicatos devem ter maior protagonismo na Autoeuropa. A administração da fábrica da Volkswagen rejeita negociar um acordo laboral com sindicatos e só regressa à mesa de negociações quando um nova comissão de trabalhadores assumir funções, o que deverá acontecer no início de Outubro.

A confederação intersindical exige, primeiro, que a administração recue na sua intenção de introduzir o trabalho ao sábado, para depois arrancarem negociações, envolvendo os sindicatos, para encontrar soluções para este conflito laboral. Um dos maiores sindicatos da Autoeuropa é o SITE Sul, afecto à CGTP.

"Se a Autoeuropa e a sua administração fazem questão de defender o diálogo social, e também a negociação, o bom senso aconselha a que se sentem à mesa as organizações que representem os trabalhadores, quer sejam as comissões de trabalhadores, quer sejam os sindicatos. Nada de hostilizar ninguém", disse ao Negócios o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

"A Autoeuropa pura e simplesmente não pode deixar de se reunir com os sindicatos, tem que falar com os sindicatos porque são estes que representam os trabalhadores. Da mesma forma que pode e deve falar com a comissão de trabalhadores", afirmou o sindicalista.

As declarações de Arménio Carlos acontecem no dia da primeira greve (sem contar com greves gerais) em mais de duas décadas da Autoeuropa, com o sindicalista a acreditar que a administração recue na sua proposta. "Acredito que o bom senso leve a retirar a proposta, para começar a negociar e encontrar soluções".

"
Não tem que excluir nenhuma destas organizações do diálogo e da discussão, porque são legítimas. O diálogo social faz-se a dois, as negociações fazem-se a dois: representantes dos trabalhadores e entidade patronal", destacou Arménio Carlos.

Sobre a possibilidade de mais dias de greve na Autoeuropa, o sindicalista diz que "como em tudo na vida temos que dar um passo de cada vez. Este passo demonstra que a administração não teve em consideração o sentimento que os trabalhadores, daí a adesão quase total a esta greve".

"Agora o que importa é dar o passo seguinte. Retomar o diálogo, expurgar tudo aquilo que possa gerar problemas na proposta que a empresa apresentou e apresentar alternativas. Depois deste passo, se se concretizar ou não, veremos se temos de dar o terceiro passo [nova greve], ou se porventura não é necessário", rematou Arménio Carlos.

O líder da CGTP rejeitou fazer comentários às declarações de António Chora. O antigo coordenador da comissão de trabalhadores, em entrevista ao Negócios, acusou o sindicato SITE Sul de ser populista e de estar a realizar um "assalto ao castelo" com o objectivo de passar a controlar a comissão de trabalhadores da fábrica de Palmela.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Coitadinhos! (dos empregados da AE claro) onde eles se estão a meter... a grande maioria deles são jovens e não conhecem a maneira destes sindicalistas negociarem! Já os da minha idade, ainda se lembram (ontem nos noticiários das televisões às 8 h deu para relembrar) das imagens às portas da LISNAVE, SETENAVE, SIDERURGIA NACIONAL, QUIMIGAL, SOREFAME e por aí fora, e, todos sabemos como acabaram. Resta a LISNAVE (chegou a ser das maiores construtoras/reparadoras navais mundiais) em Setúbal a fazer umas coisitas de nada com meia dúzia de gatos pingados. Não sei se já será tarde demais, mas ABRAM A PESTANA, senão estão fecundados com um F muito grande...

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Anónimo Há 2 semanas

Os sindicatos na Alemanha e restante mundo livre, rico e desenvolvido não capturam a criação de valor e por isso a Alemanha é sede para tanto colosso empresarial, o seu Estado é sustentável e a população goza de elevado nível de vida e igualdade de oportunidades. "As part of its so-called "Future Pact" designed to boost productivity by 25 percent over four years, the VW brand is eliminating 23,000 jobs by 2020 in Germany." http://europe.autonews.com/article/20170510/ANE/170519998/how-vw-plans-to-achieve-job-cuts-in-germany

Anónimo Há 3 semanas

Se os automóveis produzidos na unidade industrial podem vir a sofrer uma redução de 33 ou mais por cento no seu preço por via da aplicação de tecnologia da área da automação e robótica industrial, obviamente que eu enquanto consumidor de automóveis quero usufruir o quanto antes dessa redução de preço. Se por acréscimo, enquanto accionista, posso obter sob a forma de dividendos e potenciais mais-valias um excelente retorno sobre o investimento em acções dessas empresas que desenvolvem e fabricam sistemas de automação e robótica industrial, não restam dúvidas de que o sindicalismo defensor do excedentarismo, a par com a corrupção, a escravatura e o genocídio, é um mal que deve ser extirpado das economias e sociedades sem qualquer hesitação.

Já não Há Mentira que Pegue Há 3 semanas

Era notória a motivação da Luta, Guerra de BE,PCP, Tudo Culpa do PSD/CDS, que não mudam, continuam como q foi necessário criar a Geringonça, para tirar o País das Mãos de Passos e Cristas, enquanto existia Gente, infelizmente o PSD n se renova e continua a Necessidade de manter a Geringonça colmatan

Anónimo Há 3 semanas

Não se esqueçam que o que a Esquerda radical quer (PCP e BLOCO) é ver este país pobre e sem nada, para depois fazerem uma ditadura!
Não vão nas cantigas do Arménio, que nunca fez nada na vida! É um parasita da sociedade!

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