Empresas Chefias dizem ser precisas novas fontes de receitas sob risco de falência

Chefias dizem ser precisas novas fontes de receitas sob risco de falência

Um inquérito feito pela Universidade Católica a chefias dos meios de comunicação nacionais, a ser apresentado hoje, mostra que os inquiridos pensam ser necessárias novas receitas, correndo o risco de o negócio se tornar inviável.
Lusa 26 de maio de 2012 às 15:41
“Todos os níveis de chefia, incluindo os editores, acham que obviamente tem que haver uma aposta maior em novas receitas. Contudo, obviamente que a visão do editor é diferente da visão do director”, explicou à Lusa o director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica, Rogério Santos. O responsável pelo inquérito esclareceu que esta visão está mais presente no papel do que na televisão, uma vez que o “papel entende que novas receitas como conferências, suplementos ou promoções acabam por ser mais importantes, enquanto a televisão dá menos ênfase a estas receitas suplementares”.

Feito em parceria com o Fórum de Jornalistas e apresentado hoje à tarde na conferência "Jornalismo em Tempos de Crise" na Casa da Imprensa, em Lisboa, o inquérito foi enviado a 259 jornalistas que ocupam cargos de chefia nos órgãos de comunicação social, 174 dos quais responderam, ou seja, 67 por cento, um valor representativo de acordo com o director do CESOP.

Segundo dados do inquérito, 46 por cento dos participantes dizem que o seu órgão de comunicação social seria viável, mas em risco, caso perdesse receitas complementares, enquanto 15 por cento respondem claramente que o seu meio ficaria “inviável”.

“Tornar-se inviável é uma resposta mais do lado da rádio do que do lado da televisão e do papel. A rádio estará com algumas dificuldades em entender isto. Desde sempre tem sido um meio gratuito”, afirmou Rogério Santos, no que se refere a uma pergunta sobre os novos suportes de informação (como os 'smartphones' e os ‘tablets’) serem uma oportunidade de “chegar a um novo público” para a maioria das chefias da rádio, enquanto os restantes meios os encaram como uma potencial fonte de receita.

Para 52 por cento dos inquiridos as novas fontes de receita virão de conteúdos extra, enquanto 23 por cento acreditam que será o digital a trazê-las, com 19 por cento a dizerem que as novas fontes de financiamento virão do papel.

Mais de dois terços dos inquiridos dizem ser indispensável ou muito importante aprofundar ou empreender novas mudanças nos próximos três anos, com os elementos da direcção a serem os mais crentes neste aspecto.

Para os inquiridos, os próximos anos trarão uma contracção das redacções e, em particular na rádio, uma quebra na importância das delegações regionais.




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comentários mais recentes
Anónimo 28.05.2012

a ver o traballo pessimo que fasen se falirem metades nao sera surpresa elas nunca devian ter existido .SO espetaculo barato nas primeiras paginas artigos sem fundamento nem intresse com pauca verdade e totalmente deformada a mesma coisa durante toda a semana so bons para criar polemicas e dar expreçao a jente que au contrario deveria ficar calado etc etc.Que comecen por faser economias de papel nao escrevendo au comunicando o que é inutil e se fiserem um trallo sério o problema resol-se .Ja agora que aproveitem para tirar esses anuncios xxx eles tambem de pessima expreçao o que fara que os pais poderao icentivar os fillos a ler jornais onde enfim havera qualquer coisa de instrutivo Se isso fiser que alguns vao para o desemprego nao é problema serao mais uteis la e encentivara os autros a serem enfim bons profissionais

Anónimo 27.05.2012

Baixem os ordenados milionarios que pagam aos ditos artistas.
20.000 por mes é ireal para a media de vencimentos em Portugal.
Abram os olhos.

Luis Ribeiro 26.05.2012

Deviam fazer como o Governo Portugues! Por exemplo, no Documento enviado à sucapa para Bruxelas está lá escrito que os Reformados Portugueses irão ter as suas reformas conhegalas 5 anos. Ai está uma nova fonte de receitas: aplicar taxas aos gatunos da bolsa, inuteis que nada produzem, não pode ser mas roubar reformados de 500 ou 600 Euros já se pode. Descobram estas "novas fontes" de receita, que certamente a Gatunagem que governa (?) este pais também irá aplaudir!

povo desmiolado 26.05.2012

A verdade é que com o povo a empobrecer e a ir para o desemprego carradas de pequenas a fecharem as portas estamos perante o maior genocidio economico de sempre mas os media nem querem saber disso pois é politicamente incorrecto mostrar a tragedia em curso que está a matar portugal.
Mas a tragedia è tao grande que irá pulverisar as receitas dos medias e do fisco levando todos para a falencia .

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