Transportes China inaugura em Setembro comboio mais rápido do mundo

China inaugura em Setembro comboio mais rápido do mundo

A China vai lançar, em Setembro, o comboio mais rápido do mundo e reduzir a ligação entre Pequim e Xangai a quatro horas e meia, noticiou hoje a imprensa chinesa.
China inaugura em Setembro comboio mais rápido do mundo
Lusa 21 de agosto de 2017 às 09:10

O 'Fuxing' ("rejuvenescimento", em chinês) vai começar a funcionar a 21 de Setembro próximo, depois de terem sido realizados, com êxito, três testes. A velocidade média é de 350 quilómetros por hora e atinge um máximo de 400 quilómetros, indicou a imprensa chinesa.

 

A viagem entre as duas principais cidades chinesas, Pequim e Xangai, de 1.318 quilómetros, vai ter uma frequência diária. A média deste novo comboio de alta velocidade supera em 50 quilómetros por hora o actual.

 

O novo modelo foi desenhado e fabricado pela China e inclui um sistema de controlo que abranda automaticamente, em caso de emergência ou condições anormais.

 

Em menos de uma década, a China construiu a maior rede de alta velocidade do mundo, que atingiu no final do ano passado os 22 mil quilómetros, mais do que todos os outros países juntos.

 

A primeira linha - um troço de 120 quilómetros entre Pequim e Tianjin - começou a funcionar em 2008, quando a capital chinesa organizou os Jogos Olímpicos.

 

O Governo chinês prevê que, em menos de dez anos, a rede de alta velocidade do país atinja os 38 mil quilómetros, quase o equivalente à circunferência da Terra, medida pela linha do Equador.

 

No total, o investimento chinês no sector ferroviário de alta velocidade ascende a 360 mil milhões de dólares (306 mil milhões de euros).

 

O sucesso da rede de alta velocidade na China ficou manchado pelo acidente de Julho de 2011, na cidade de Wenzhou, que causou 40 mortos e quase 200 feridos, e os escândalos de corrupção no antigo Ministério dos Caminhos-de-ferro chinês.

 

Liu Zhijun, o titular da pasta, acabou por ser condenado à morte com pena suspensa por dois anos pelos "milhões" de subornos que recebeu de companhias desejosas de ganharem contratos no sector.