Energia China Three Gorges atenta a Angola para investir com a EDP

China Three Gorges atenta a Angola para investir com a EDP

A eléctrica chinesa quer aumentar os investimentos conjuntos com a EDP e diz que pode vir a avançar para os países lusófonos em África.
China Three Gorges atenta a Angola para investir com a EDP
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 29 de agosto de 2017 às 13:34

A China Three Gorges quer aumentar os investimentos internacionais em conjunto com a EDP. A eléctrica estatal chinesa admite que pode avançar no futuro para os países lusófonos africanos se identificar oportunidades de investimento.

Na sua visita anual a Portugal, o vice-presidente da CTG, Lin Chixue, sublinhou que a "cooperação com a EDP é um ponto muito importante da estratégia" da empresa chinesa.

"A nossa relação são é só de investidores, mas também de parceiros em investimentos em conjunto", disse Lin Chixue em Lisboa esta terça-feira, 29 de Agosto.

"Para cada oportunidade no mercado global, no mercado europeu ou na América Latina, ou no futuro talvez nos países africanos de língua portuguesa, vamos discutir com a EDP se podemos investir em conjunto. Este é um ponto estratégico da nossa cooperação", afirmou o vice-presidente da eléctrica estatal chinesa.

Questionado se admitiam investir em Angola, Lin Chixue disse que "se conseguirmos encontrar a oportunidade adequada, o projecto adequado, não excluímos essa possibilidade".

Angola tem estado a desenvolver a produção de energia eléctrica nos últimos anos. A procura de electricidade no país deverá aumentar quatro vezes face aos níveis actuais nos próximos 10 anos, com o consumo a atingir 7,2 gigawatts até 2025 face aos 1,5 gigawatts actuais, segundo dados citados pelo Jornal de Angola. Até 2025, Angola quer contar com um total de 9.000 MW de capacidade instalada.

A barragem de Laúca, actualmente a maior de Angola, entrou em operação este ano após cinco anos de construção num investimento público de 4.300 milhões de dólares, e uma capacidade instalada de 2.000 megawatts.

Mas o Governo angolano já lançou a construção da que vai ser a futura maior barragem angolana: Caculo Canaça, com uma capacidade instalada de 2.171 megawatts.

A construção da barragem foi entregue em 2015 ao consórcio chinês CGGC (China Gezhouba Group Corporation) & Niara Holding, por 4.532 milhões de dólares. Este projecto só deverá estar concluído a partir de 2023.




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Yalioblio Há 3 semanas

Mais um "negócio da china" do qual Portugal vai sair lesado.

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