Energia China vai investir 345 mil milhões em renováveis

China vai investir 345 mil milhões em renováveis

Actualmente, o carvão é a principal fonte de energia utilizada na China e representa até 64% do consumo energético do país, segundo dados de 2015.
China vai investir 345 mil milhões em renováveis
Reuters
Lusa 06 de Janeiro de 2017 às 07:47

O Conselho de Estado chinês aprovou o investimento de 365.000 milhões de dólares (345.000 milhões de euros) para projectos de energias renováveis, no âmbito de um novo plano para combater a poluição, informou hoje a imprensa chinesa.

 

Esta iniciativa vai criar mais de 13 milhões de empregos, segundo os cálculos do Governo, que aprovou na quinta-feira este plano até 2020 para renovar o modelo de produção energética do país através da poupança de energia e redução das emissões.

 

O documento, divulgado esta madrugada, estabelece para 2020 um limite de consumo de energia equivalente a 5.000 milhões de toneladas de carvão, um valor que se traduz numa redução de 15% do consumo energético por unidade do PIB até este ano.

 

Actualmente, o carvão é a principal fonte de energia utilizada na China e representa até 64% do consumo energético do país, segundo dados de 2015.

 

Para alcançar estes objectivos, além da redução do uso de carvão, o Conselho de Estado (órgão executivo) propôs medidas como o aumento do controlo de emissões nocivas e maior apoio às políticas de financiamento.

 

A organização ecologista Greenpeace saudou o plano, afirmando que "coloca a China no bom caminho para a transição energética", apesar de defender que é necessária "uma maior expansão da energia renovável" e um "maior ímpeto na redução das emissões" a favor de fontes de energia mais limpas.

 

O final de Dezembro e início de Janeiro estão marcados pela elevada poluição no centro e norte da China, com cerca de uma centena de cidades com diferentes níveis de alertas devida à má qualidade do ar.

 

Em Pequim, as autoridades estenderam o alerta laranja (segundo mais elevado) até sábado.

 

Os níveis de concentração na capital das partículas PM 2.5 -- as mais prejudiciais para a saúde -- atingiram hoje às 11:00 (03:00 em Lisboa) 343 microgramas por metro cúbico, 14 vezes mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.




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