Agricultura e Pescas China compra maioria de empresa portuguesa importadora de camarão

China compra maioria de empresa portuguesa importadora de camarão

A Marfresco importa e distribui camarão e pescado. E foi adquirida em 51% por uma companhia estatal chinesa. O seu presidente e sócio Rui Sousa diz que é uma oportunidade de crescimento.
China compra maioria de empresa portuguesa importadora de camarão
Reuters
Alexandra Machado 20 de outubro de 2016 às 19:01

Os chineses da CNFC (China National Fisherie Corp) ficaram com a maioria do capital da Marfresco, uma empresa portuguesa de importação e distribuição de camarão de Moçambique, Madagáscar e de outro pescado.

 

A companhia pública chinesa do grupo CNADC ficou com 51% da sociedade nacional, mantendo o empresário Rui Sousa o restante capital, de acordo com informação divulgada pelo próprio ao Negócios. O valor do negócio não foi revelado.

 

A Marfresco, sediada em São Julião do Tojal (distrito de Lisboa), foi fundada em 1991, e dedica-se à importação e camarão de Moçambique e Madagáscar e outro pescado. Tem 21 trabalhadores e uma facturação que ronda os 25 milhões de euros.

 

De acordo com declarações escritas de Rui Sousa ao Negócios, o plano de negócios acordado no âmbito da aquisição de parte da empresa pela companhia chinesa é "dobrar a facturação nos próximos três anos", atingindo 50 milhões de euros.

 

A Marfresco acredita ainda que poderá "a optimizar o acesso directo à matéria-prima através do seu novo sócio, garantindo a expansão e o futuro do seu negócio". O grupo chinês é, segundo a Marfresco, o maior armador do mundo com mais de 300 barcos em países como Moçambique, Madagáscar, Iémen, Senegal, Guiné, Marrocos, Mauritânia, Argentina, entre outros.

Segundo a Marfresco, este é o primeiro negócio do sector público chinês na área alimentar na Europa.




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mais votado JCG 21.10.2016

Já não costumo comer camarão e agora ainda menos.

Ainda não há muito tempo vi um programa na TV - salvo erro chamado "Toda a Verdade" - que mostrava como nos países asiáticos - salvo erro no Vietname - se produzia camarão: primeiro, numa espécie de salinas metiam camarão jevenil às carradas, a seguir alimentavam-no com trampa*, depois lavavam-no bem com lexívia para tirar o cheiro da porcaria, finalmente polvilhavam-no com um seprei com aroma de camarão para aquilo voltar a cheirar a camarão e atenuar o cheiro a lexívia, embalavam-no e exportavam-se para grandes importadores europeus que abastecem as grandes superfícies.

É claro que se os chineses arranjaram algum camarão de qualidade será para vender ao 1% dos seus patrícios ricos (uns 10 ou 12 milhões de chineses) a preços a que eles não se incomodarão.

comentários mais recentes
Joaojosecaetano 22.05.2017

Não percebo porque é que os comentaristas de esquerda estão tão zangados com os camaradas da China? O comunismo não é todo o mesmo?

Guilherme Makeu 21.10.2016

Os porcos Chinese, vão ficar donos de Portugal, açafrão Caril foi lá vender o resto O povo mais javardo que conheço

Camila Oliveira 21.10.2016

Os chinocas são os donos disto tudo e quando isto não der nada fecham as portas e os tugas ficam na miséria...

Anónimo 21.10.2016

Ataque à zona económica exclusiva...

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