Transportes China terá 5.000 comboios a viajar entre o país e a Europa em 2020

China terá 5.000 comboios a viajar entre o país e a Europa em 2020

Cerca de 5.000 comboios de mercadorias deverão viajar anualmente entre a China e a Europa, em 2020, segundo um plano anunciado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal organismo de planeamento económico da China.
China terá 5.000 comboios a viajar entre o país e a Europa em 2020
Reuters
Lusa 18 de Outubro de 2016 às 11:34

Trata-se de três rotas - leste, centro e oeste -, que permitirão ligar não só o país asiático e a Europa, mas também o leste e o sudeste da Ásia, revelou o organismo, citado pela agência oficial Xinhua.

 

Segundo a agência chinesa, a procura pelo transporte ferroviário entre a Europa e a China tem "explodido nos últimos anos", servindo de alternativa à "morosidade e riscos inerentes ao transporte marítimo", e ao "alto custo do transporte aéreo".

 

Cerca de 43 plataformas de transporte serão criadas ao longo das três rotas, refere o mesmo plano, que inclui ainda a construção de 43 linhas ferroviárias.

 

O desenvolvimento de ligações ferroviárias, incluindo uma malha de Alta Velocidade, faz parte da iniciativa "Uma Faixa e Uma Rota".

 

Com esta iniciativa, lançada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, Pequim propõe um plano de infraestruturas que pretende reactivar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.

 

Segundo o Governo chinês, este plano abrangerá 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas, cerca de 60% da população mundial.

 

No primeiro semestre deste ano, 1.881 comboios viajaram entre a China e a Europa, de acordo com a Xinhua.

 

A União Europeia é o maior parceiro comercial da China e, em 2015, o comércio bilateral fixou-se em 3,51 biliões de dólares (3,18 biliões de euros).

  




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O que não vale ter um PC a mandar Há 3 semanas

Agora só falta que as locomotivas e os carris sejam chineses, indianos e russos. Quanto aos europeus, lacaios dos americanos, chega-lhes trabalharem na estiva.

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