Tecnologias Chineses da Foxconn estudam investir 7 mil milhões nos EUA

Chineses da Foxconn estudam investir 7 mil milhões nos EUA

A concretizar-se, este investimento vai criar entre 30 a 50 mil postos de trabalho. Mas ainda não está certo.  
Chineses da Foxconn estudam investir 7 mil milhões nos EUA
Nuno Carregueiro 23 de janeiro de 2017 às 01:33

A chinesa Foxconn tem em estudo a construção de uma fábrica nos Estados Unidos, que a concretizar-se representará um investimento de 7 mil milhões de dólares e a criação entre 30 a 50 mil postos de trabalho.

 

O anúncio foi efectuado por Terry Gou, presidente daquela que é actualmente a maior fabricante mundial de produtos electrónicos. E surge numa altura em que se perspectiva uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos e depois de Donald Trump ter assumido um discurso proteccionista na sua tomada de posse na sexta-feira.

 

Gou alertou que ainda não é certo que este investimento venha a acontecer, estando dependente de várias condições e de negociações com o Governo norte-americano. Revelou também que há vários anos que esta possibilidade está em cima da mesa e que a Foxconn irá dar prioridade ao estado da Pensilvânia, onde já tem operações.

 

Este investimento da Foxconn, através da sua filial Sharp, deve-se sobretudo ao facto de o mercado norte-americano estar em forte crescimento e ser nesta altura mais barato produzir directamente nos Estados Unidos em vez de exportar a partir da China.

 

A Apple, que tem na Foxconn um dos principais fornecedores, é um potencial investidor neste projecto, de acordo com Terry Gou.

 

A ameaça de Trump implementar políticas proteccionistas tem gerado nervosismo nas fabricantes chinesas, já que o presidente dos Estados Unidos quer aumentar as tarifas sobre as importações de alguns países, com os chineses à cabeça.

 

Gou reconheceu que o aumento do proteccionismo nos Estados Unidos é "inevitável", mas questionou se os consumidores norte-amerinos estão disponíveis para pagar mais por produtos com a mesma qualidade. Desvalorizando as notícias sobre as pressões do Governo chinês, Gou afirmou que a Foxconn vai continuar a investir no país de origem.

 

   


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mais votado Penedo84 23.01.2017

A falta de "cultura geral" de quem escreve nos jornais é enorme. Quando nao vao ao Google nao se safam. So que desta vez o problema nem foram os jornalistas portugueses, foram os "anglo-saxonicos" de onde copiaram a noticia e esses tinham toda a obrigacao de saber pois trata-se de um assunto geo-estrategico da sua nação. A Foxconn nao é chinesa, é uma multinacional de Taiwan ou da Formosa como nós portugueses deviamos dizer. Sendo da Formosa faz toda a diferença e há toda uma motivação muito forte para ajudarem a estrategia deste novo presidente americano que vai mostrar as garras à Republica Popular da China. A Foxconn como os outros grandes fabricantes de motherboards sao todos de Taiwan (Asus,Gigabyte,AsRock,...). Daí tambem a decisao ser tao rapida de investir na america. Se houvesse alguma multinacional com tamanha capacidade economica dirigida por TIbetanos no exilio faria o mesmo

comentários mais recentes
José Ramos 23.01.2017

Forma inteligente de calar o Trump... Ja diz o ditado o dinheiro compra quase tudo....

Miguel Nunes 23.01.2017

A Foxconn é Taiwanesa.....

Penedo84 23.01.2017

A falta de "cultura geral" de quem escreve nos jornais é enorme. Quando nao vao ao Google nao se safam. So que desta vez o problema nem foram os jornalistas portugueses, foram os "anglo-saxonicos" de onde copiaram a noticia e esses tinham toda a obrigacao de saber pois trata-se de um assunto geo-estrategico da sua nação. A Foxconn nao é chinesa, é uma multinacional de Taiwan ou da Formosa como nós portugueses deviamos dizer. Sendo da Formosa faz toda a diferença e há toda uma motivação muito forte para ajudarem a estrategia deste novo presidente americano que vai mostrar as garras à Republica Popular da China. A Foxconn como os outros grandes fabricantes de motherboards sao todos de Taiwan (Asus,Gigabyte,AsRock,...). Daí tambem a decisao ser tao rapida de investir na america. Se houvesse alguma multinacional com tamanha capacidade economica dirigida por TIbetanos no exilio faria o mesmo

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