Start-ups Chineses da JD.com investem 356 milhões de euros na Farfetch

Chineses da JD.com investem 356 milhões de euros na Farfetch

A segunda maior empresa de comércio electrónico da China comprou uma participação na Farfetch num investimento superior a 356 milhões de euros . A JD.com ficará como um dos maiores accionistas da empresa fundada por José Neves.
Chineses da JD.com investem 356 milhões de euros na Farfetch
Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro 22 de junho de 2017 às 09:55

A JD.com, segunda maior empresa de comércio electrónico da China, comprou uma participação na Farfetch no valor de 397 milhões de dólares (mais de 356 milhões de euros no câmbio actual). Com este acordo, é criada uma parceria entre esta gigante chinesa do comércio electrónico e empresa de venda de artigos de luxo, fundada pelo português José Neves (na foto), numa altura em que a Farfetch tenta ampliar a sua presença naquele mercado.

"A Farfetch tem operações sedimentadas na China e conta já com a confiança e parceria de 200 marcas de luxo e mais de 500 retalhistas multimarca. A JD apoiará no reforço de reconhecimento e notoriedade da marca, tráfego e vendas neste mercado", refere o comunicado da Farfetch, enviado às redacções.


Com esta operação, a JD vai passar a ser um dos maiores accionistas da plataforma luso-britânica de artigos de luxo. E "Richard Liu, fundador e CEO da JD.com [vai passar] a integrar o conselho de administração da Farfetch". As duas empresas vão desenvolver uma parceira em áreas como o "marketing, logística e soluções tecnológicas para construir a marca na China, continuando a ser a Farfetch a marca de contacto com os clientes".

Em comunicado, José Neves co-Chairman e CEO da Farfetch, sublinha que a "China é o segundo maior mercado de luxo e nós estamos encantados em ter connosco um parceiro tão respeitado, conhecido pela sua estrita protecção de IP com que se relaciona com os consumidores de luxo chineses".

"Esta parceria endereça os desafios deste mercado combinando a marca Farfetch e a sua capacidade de curadoria com a escala e influência de um gigante de e-commerce chinês. Esta parceria estratégica permitirá às marcas um acesso imediato e sem barreiras ao consumidor e compradores de luxo chineses com acesso à melhor selecção de luxo, num estilo de vida omni-canal que já adoptaram", acrescentou José Neves.

Richard Liu, Chairman e CEO da JD.com, também em comunicado sustenta que "integrada na nossa estratégia" de esforço "na área de luxo, não poderia ter encontrado um parceiro online mais forte do que a Farfetch". "Sempre acreditamos que a tendência de longo prazo no e-commerce chinês seria no sentido da qualidade e esta parceria com a Farfetch amplia a nossa liderança no mercado de consumo em mobile. Queremos aprofundar as nossas relações com a Farfetch e com marcas de luxo nos próximos meses e anos", referiu ainda.

Esta notícia surge numa altura em que continuam a pairar notícias que dão conta de uma possível entrada em bolsa da luso-britânica. A 10 de Junho, a inglesa  Sky News avançou que a Farfetch tinha planos, já em estado avançado, para entrar na bolsa de Nova Iorque. A operação pode decorrer nos próximos 18 meses, embora fontes da estação britânica, próximas da empresa, tenham insistido que não há uma decisão quanto à data que empresa vai abrir o seu capital.

Alguns dias antes, a 16 de Maio, José Neves, a propósito da apresentação das novas instalações em Lisboa, assumiu que a dispersão do capital em bolsa é um caminho que a empresa vai percorrer, mas sem um calendário definido. "A abertura [do capital] em bolsa vai ser um passo que, mais tarde ou mais cedo, a empresa vai tomar mas não temos o timing estabelecido", adiantou na altura José Neves.


A Farfetch nasceu em 2008. Tem cerca de 900 trabalhadores em Portugal e quer chegar ao fim do ano com 1.400 pessoas.

 

(Notícia actualizada pela última vez às 10:23)




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

A Farfetch é um sucesso global inglês, criado por um português radicado em Inglaterra. Economias empobrecidas pelo excedentarismo, a corrupção e a falta de competitividade que advém da inovação e do investimento versus economias ricas e desenvolvidas, onde o mercado laboral é flexível e o mercado de capitais forte e dinâmico tendo por isso todas as condições para gerar, atrair e fixar o melhor e mais adequado talento e capital a cada momento. Inglaterra 1 - Portugal 0.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

... São os valores da família da educação do bem comum e do aproveitamento dos recursos de uma forma equilibrada e sustentada... na China existem empresas onde os funcionários se atiram das janelas... para isso são colocadas redes nas fachadas... estes novos ricos esbanjadores são uma praga!

Anónimo Há 4 semanas

A competitividade é desenvolver a economia através da criação de condições para que o mercado laboral seja o mais flexível possível e o mercado de capitais seja o mais forte e dinâmico que se conseguir, promovendo assim todas as condições para gerar, atrair e fixar o melhor e mais adequado talento e capital disponíveis nos mercados internos e externos de factores a cada momento. O lixo é tudo aquilo que se opõe a esta lógica e não reconhece a sua importância para que se possam atingir níveis de prosperidade, equidade e sustentabilidade elevados na economia.

Anónimo Há 4 semanas

Quais são esses valores tradicionais, anónimo?

Anónimo Há 4 semanas

A Farfetch é um sucesso global inglês, criado por um português radicado em Inglaterra. Economias empobrecidas pelo excedentarismo, a corrupção e a falta de competitividade que advém da inovação e do investimento versus economias ricas e desenvolvidas, onde o mercado laboral é flexível e o mercado de capitais forte e dinâmico tendo por isso todas as condições para gerar, atrair e fixar o melhor e mais adequado talento e capital a cada momento. Inglaterra 1 - Portugal 0.

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