Empresas Chineses da TAP falham pagamentos à banca e vêem linhas de crédito congeladas

Chineses da TAP falham pagamentos à banca e vêem linhas de crédito congeladas

Unidades do grupo HNA, accionista indirecto da TAP, falharam pagamentos a vários bancos chineses, o que levou a que a que algumas instituições congelassem já linhas de crédito.
Chineses da TAP falham pagamentos à banca e vêem linhas de crédito congeladas
Negócios com Bloomberg 05 de janeiro de 2018 às 13:51

No final do ano passado, foi noticiado que o grupo HNA Group, estava a preparar a venda de cerca de 20 imóveis, avaliados em seis mil milhões de dólares (cerca de cinco mil milhões de euros), incluindo edifícios em Nova Iorque, Londres e outras grandes cidades mundiais. O objectivo da venda  era precisamente gerar liquidez para pagar a dívida, que aumentou nos últimos anos por via de aquisições, que totalizaram desde 2015 cerca de 40 mil milhões de dólares.

  

Esta sexta-feira, 5 de Janeiro, a Bloomberg revela que há unidades do grupo que já falharam pagamentos efectivamente. Fontes próximas do processo revelaram à agência de informação americana que há quatro bancos que identificaram incumprimento por parte de unidades deste grupo de pagamentos que deviam ter sido feitos ainda em 2017.

 

As fontes consultadas pela Bloomberg rejeitaram revelar quais as unidades que falharam os pagamentos ou os montantes dos mesmos. Há três instituições financeiras que já congelaram linhas de crédito ao grupo.

 

O China Development Bank concedeu, em Dezembro, uma linha de crédito de, pelo menos, cinco mil milhões de yuans (cerca de 640 milhões de euros), dos quais dois mil milhões já foram usados, adianta a Bloomberg, que cita uma pessoa próxima.

 

A empresa não quis comentar esta situação.

 

O HNA Group entrou na TAP em 2017, através da entrada no capital do consórcio Atlantic Gateway que detém 45% da transportadora. O HNA detém 5,6% deste consórcio, passando assim a deter 2,52% do capital da companhia aérea.

 

Com activos totais de mais de 140 mil milhões de dólares, o conglomerado anunciou mais de 80 negócios nos últimos dois anos, incluindo grandes participações no Deutsche Bank e na cadeia de hotéis Hilton. Anteriormente, havia estimado uma dívida de 100 mil milhões de dólares, um quarto da qual vence este ano.




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