Aviação Chineses da TAP pagam até 12% para se financiarem a um ano

Chineses da TAP pagam até 12% para se financiarem a um ano

O grupo chinês HNA oferece entre 11% e 12% para se financiar a um ano. O valor é, diz o FT, bastante superior à média de 7,5% paga pelas empresas com o mesmo perfil de risco.
Chineses da TAP pagam até 12% para se financiarem a um ano
Reuters
Negócios 15 de janeiro de 2018 às 17:23

Os chineses que são accionistas indirectos da TAP querem financiar-se no curto prazo. Para isso, o grupo – que detém a Hainan Airlines – aceita pagar juros mais elevados do que outros grupos com o mesmo perfil de risco, de acordo com o Financial Times.

 

A publicação especializada falou com intermediários financeiros que revelaram que o HNA está disponível para pagar taxas de juro entre 11 e 12% para financiamento específico a um ano. Segundo o FT, os mesmos intermediários revelam que as taxas comparáveis, em meados de 2017, eram de 7,5%.

 

De acordo com os dados da Reuters, citados pelo jornal, o grupo chinês – que tem o direito de nomear dois administradores para a TAP –  emitiu 300 milhões de dólares em obrigações a um ano (363 dias) a uma taxa de 8,875%. Foi a mais elevada para uma empresa chinesa na emissão de dívida com maturidade até um ano.

 

Em termos comparativos, os títulos de dívida portuguesa com prazo de um ano pagam uma taxa de juro implícita de –0,414%.

 

Para o Financial Times, a aceitação deste custo de financiamento é um sinal de que o grupo de transporte aéreo enfrenta uma crise de liquidez.

 

Têm sido várias as notícias a dar conta desses problemas de obtenção de liquidez por parte do grupo. A Bloomberg ainda nos primeiros dias deste ano avançou que empresas do grupo estavam a falhar pagamentos.

 

A Reuters escreve que algumas companhias que pertencem ao grupo estão a adiar pagamentos a fornecedores. Além disso, tem havido reuniões com grandes bancos chineses para o pagamento de valores em atraso. À agência, o conglomerado afirmou que "o HNA e as suas subsidiárias mantêm operações estáveis e estão em processo de pagar gradualmente as comissões de ‘leasings’ como previsto".




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comentários mais recentes
pertinaz Há 1 dia

GRANDE ESTOURO...!!!

CDL Há 2 dias

nunca se fazem negócios com chinas

Anónimo Há 2 dias

As taxas de juro da dívida de muitos dos nossos congéneres europeus, os que combatem, através do mercado (sempre o mercado como regulador de excessos e desequilíbrios que saem muito caro no longo prazo e como principal fiel da balança do desenvolvimento que ser quão grande quanto sustentável) o sobreemprego e a má alocação de factores produtivos no geral, é negativa até 6 anos, e ainda há pouco o eram até 10 anos. De qualquer modo têm-se situado ao longo deste tempo todo bem em torno de 0% para uma maioria dos prazos. Portugal já está condenado, mais uma vez, a permanecer num segundo ou terceiro pelotão do desenvolvimento na OCDE graças ao fardo da dívida que subsidia excedentarismo, corrupção e demais despesismo.

General Ciresp Há 2 dias

E mesmo de cortar o folgo.E tudo volta como dantes.Como o ditado diz:entre mortos e feridos alguem ha-de escapar.

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