Indústria Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos com ultra-sons

Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos com ultra-sons

A Silampos, empresa que criou a primeira panela de pressão em Portugal, desafiou cientistas do Politécnico do Porto a inventar uma máquina especial que lava a loiça em meia dúzia de minutos, recorrendo à tecnologia de ultra-sons e electrónica.
Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos com ultra-sons
Lusa 27 de junho de 2017 às 17:45
Depois de produzir na década de 60 do século XX a primeira panela de pressão em Portugal, a Pequena e Média Empresa (PME) portuguesa Silampos, fundada em 1951, em Cesar, no concelho de Oliveira de Azeméis, prepara-se agora para voltar a "revolucionar a forma de cozinhar" e de "viver a cozinha", com uma máquina para lavar a loiça com recurso a inovação disruptiva, avançou hoje à Lusa Rui Coutinho, coordenador da Porto Design Factory, um evento que arranca no Porto na próxima quinta-feira, dia 29, para revelar projectos inovadores que devem entrar no mercado na próxima década.

Segundo Rui Coutinho, uma equipa multidisciplinar composta por estudantes do Politécnico do Porto, que trabalhou durante dez meses num contexto de pós-graduação em inovação de produtos e serviços, em parceria com uma universidade da Califórnia (EUA), conseguiu desenvolver uma "solução de lavagem de loiça a partir de técnicas relacionadas com ultra-sons e com electrónica" que permite reduzir "substancialmente o tempo de lavagem da loiça, melhorar esse processo, torná-lo mais ecológico, poupando água e retirar todo e qualquer detergente químico".

"Se imaginarmos uma família de duas pessoas, que tipicamente demorará uma semana a conseguir encher a máquina de lavar (...), ela passa a ter uma solução que permite lavar entre três a seis minutos toda a loiça de um jantar de forma ecológica, mais sustentável, mais rápida e mais económica", explica.

Simultaneamente, a recente criação tecnológica, denominada de Piavo, vai permitir que a tecnologia seja "acoplada a qualquer banca de qualquer cozinha" ou que as bancas das cozinhas sejam desenvolvidas "em função da dimensão do agregado familiar", acrescentou Rui Coutinho.

O Piavo, novo sistema de limpeza, "rápido, eficaz e preciso que limpa os utensílios de cozinha entre três a 12 minutos, baseia-se em "inovação disruptiva", ou seja, a inovação utiliza tecnologias que já existem em indústrias adjacentes, como a técnica de ultrassons que existe em laboratórios e hospitais, transpondo essa inovação para contextos menos "habituais" ou "menos previsíveis", concluiu aquele especialista do Politécnico do Porto.

A Porto Design Factory, uma plataforma experimental do Instituto Politécnico do Porto que iniciou trabalhos em 2013, arranca esta quinta-feira no Porto, e até sexta-feira vai mostrar vários projectos desenvolvidos pelos alunos do Politécnico do Porto, em parceria com universidades internacionais, designadamente projectos para empresas como a Sonae MC, Ikea Industry ou Sport Zone.

O conceito de 'Factory' (fábrica, em português) no Porto, surge depois de se ter começado na Finlândia, e ter chegado a Shangai (China), Melbourne (Austrália) e Santiago (Chile).

Para sexta-feira, pelas 16:00 está prevista a visita do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, informou hoje o Politécnico do Porto.



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mais votado Anónimo 27.06.2017

Muito bem. Excelente mesmo. E agora patentear internacionalmente, fazer um produto viável mínimo para além do protótipo, escalar o negócio, criar a campanha de marketing internacional, e melhorar o produto e a linha de produção para conquistar o mercado global? Em Portugal como o mercado laboral e o mercado de capitais são tudo menos mercados, já sabemos que se esta inovação for mesmo original (e não um rotundo plágio já patenteado noutras jurisdições), isto nunca terá "pernas para andar". A Silampos não é a Samsung. Portugal não é a Coreia do Sul.

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Anónimo 27.06.2017

Não deixam Portugal ser uma Coreia do Sul, uma Holanda ou uma Finlândia. Não deixam.

Anónimo 27.06.2017

Muito bem. Excelente mesmo. E agora patentear internacionalmente, fazer um produto viável mínimo para além do protótipo, escalar o negócio, criar a campanha de marketing internacional, e melhorar o produto e a linha de produção para conquistar o mercado global? Em Portugal como o mercado laboral e o mercado de capitais são tudo menos mercados, já sabemos que se esta inovação for mesmo original (e não um rotundo plágio já patenteado noutras jurisdições), isto nunca terá "pernas para andar". A Silampos não é a Samsung. Portugal não é a Coreia do Sul.

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