Indústria Cimpor reduz prejuízo para 34,4 milhões até Março

Cimpor reduz prejuízo para 34,4 milhões até Março

Brasil, Egipto e Moçambique penalizaram a actividade da cimenteira no primeiro trimestre deste ano, tendo o efeito sido compensado pelo crescimento registado no Paraguai, Argentina e África do Sul. Em Portugal o volume de negócios aumentou quase 14%.
Cimpor reduz prejuízo para 34,4 milhões até Março
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 24 de maio de 2017 às 17:16

A Cimpor registou um resultado líquido negativo de 34,4 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que representa uma melhoria face aos 40,7 milhões de prejuízos apresentados em Março de 2016.

No relatório financeiro intercalar consolidado do primeiro trimestre, a empresa liderada por Ricardo Lima (na foto) salienta o aumento de 5% do EBITDA, em termos homólogos, "beneficiando das iniciativas de aumento de eficiência implementadas nos últimos dois anos", explica. A margem EBITDA subiu um ponto percentual para 18,6%.

O volume de negócios do grupo manteve-se ao mesmo nível de há um ano (recuando 0,3%) nos 452,9 milhões de euros. De acordo com a cimenteira, "o novo ciclo de crescimento na Argentina, a excelência operacional no Paraguai, a recuperação do mercado interno português e a dinâmica operacional da África do Sul, combinados com um aumento do preço médio em moeda local de 10% e a favorável evolução do real brasileiro permitiram manter o volume de vendas ao nível do primeiro trimestre de 2016".

Como acrescenta, "o atraso na recuperação do Brasil e os desafios no Egipto e em Moçambique não impediram a Cimpor de capturar as novas oportunidades de crescimento emergentes no seu portfólio".

No Brasil, o volume de negócios do grupo recuou 10,7% até Março, no Egipto 54,5% e em Moçambique 37%. Quebras que acabaram por ser compensadas pelo crescimento no Paraguai, de 60,7%, na Argentina de 28,7% e na África do Sul de 35,3%.

Em Portugal, "a procura local recuperou, permitindo um aumento de 24% nas vendas de cimento e clínquer no mercado local, enquanto a recuperação das exportações se viu adiada, limitando o aumento do volume de negócios a 14%", diz o grupo.

Os custos operacionais da empresa desceram 1,4% no primeiro trimestre. Os resultados financeiros melhoraram 18% face aos primeiros três meses de 2016 por não terem sido negativamente afectados por efeitos cambiais, cifrando-se nos 62,1 milhões de euros negativos.

A dívida líquida aumentou 4% face a 31 de Dezembro de 2016 para 3.509 milhões de euros.

A Cimpor salienta ainda que "a monetização de activos progrediu, a bem da melhoria da liquidez da companhia", tendo paralelamente sido dada continuidade ao processo de alienação de participações minoritárias, "no âmbito do processo de desalavancagem financeira da companhia, para o qual se perspectiva que contribua um fluxo de caixa positivo no exercício de 2017", refere.

Nos eventos subsequentes, a cimenteira refere ter concluído o processo de desmontagem da sua carteira de derivados, com um aumento de caixa e equivalentes de 223 milhões de dólares (cerca de 208 milhões de euros).

O grupo refere ainda que este mês de Maio assinou um acordo para a venda de parte da sua participação na Hidroeléctrica Estreito por 290 milhões de reais (cerca de 87 milhões de euros).

(Notícia actualizada às 17:33 com mais informação)




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Anónimo 24.05.2017

Cimpor, Cimpor! Quem te viu e quem te vê! Onde se metem brasileiros dá nisto! O José Sócrates também ajudou à festa, com o Lula, o Vara, a Câmargo Correa, etc. etc. etc. O BCP e a CGD também foram metidos 'ao barulho' com as consequências que daí advieram! Imparidades que nunca mais acabam!

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