Energia Clinton ou Trump? Ganhe quem ganhar nada muda para a EDP Renováveis

Clinton ou Trump? Ganhe quem ganhar nada muda para a EDP Renováveis

A eléctrica aponta que os incentivos fiscais à produção de renováveis nos Estados Unidos foram aprovados por maioria no Congresso e não dependem do presidente da república.
Clinton ou Trump? Ganhe quem ganhar nada muda para a EDP Renováveis
Reuters
André Cabrita-Mendes 03 de Novembro de 2016 às 16:13
Os Estados Unidos da América têm sido uma das alavancas de crescimento da EDP Renováveis. E com as eleições presidenciais à porta, a eléctrica garante que nada vai mudar num dos seus maiores mercados.

"Um dos principais motores do crescimento das renováveis nos Estados Unidos são os créditos fiscais, que não foram uma ideia do presidente Obama e foram aprovados por uma maioria no Senado e na Câmara dos Representantes", começou por explicar o presidente executivo da EDP Renováveis numa chamada com analistas esta quinta-feira, 3 de Novembro.

"A mudança de presidente da república não muda os créditos fiscais, porque foram aprovados por uma maioria no Congresso", afirmou João Manso Neto referindo-se aos "PTC", os créditos fiscais concedidos à produção de electricidade a partir de fontes renováveis.

Por regiões, a América do Norte é o segundo maior mercado da EDP Renováveis, onde a companhia conta com 45% da sua capacidade instalada, entre os Estados Unidos e o Canadá. A Europa é a região que conta com a maior presença da eléctrica, onde se encontra mais de 50% da capacidade instalada.

É também na América do Norte que a EDP Renováveis gera 41% dos seus lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA). Do total de 3,5 gigawatts que a EDP Renováveis pretende construir até 2020, 65% encontra-se na América do Norte, na sua larga maioria nos Estados Unidos.

Manso Neto explicou que a "força do mercado norte-americano" assenta em "três pilares" que não dependem do presidente da república. O primeiro, é que os estados norte-americanos estão a implementar metas para aumentar a produção de energias renováveis, incluindo a Califórnia, Nova Iorque ou o Massachussetts.

Em segundo, muitas empresas eléctricas estão a desligar as centrais a carvão e a substitui-las por outro tipo de centrais, devido à imposição de regras ambientais.

Em terceiro, o facto das empresas privadas comprarem directamente electricidade renovável para abastecer as suas fábricas ou escritórios. Esta compra directa de clientes empresariais "representa mais de 50% do mercado, que querem um preço fixo abaixo do valor do mercado", apontou João Manso Neto.

Entre as clientes directos da EDP Renováveis nos Estados Unidos encontram-se a Amazon, Bloomberg, General Motors, Phillips, ou Home Depot.

"O apoio pelas renováveis é mais alargado do que o presidente da república. E, no final de contas, as renováveis não são só verdes, mas também são competitivas".

A única ressalva feita por João Manso Neto, é que o novo presidente norte-americano tem o poder de influenciar um programa de redução de emissões: o "Clean Power Plan".

Este programa foi fechado em 2015 e impõe limites à emissão de dióxido de carbono das centrais a cervão. O Objectivo até 2030 é reduzir em 32% as emissões do sector eléctrico face aos níveis registados em 2005.




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