Banca & Finanças CMVM quer auditor para fixar contrapartida pela saída de bolsa do BPI

CMVM quer auditor para fixar contrapartida pela saída de bolsa do BPI

O regulador quer que seja um auditor a fixar a contrapartida mínima paga aos accionistas pela saída de bolsa do BPI.
CMVM quer auditor para fixar contrapartida pela saída de bolsa do BPI
Rita Atalaia 23 de agosto de 2018 às 17:37
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) quer que seja um auditor a determinar a contrapartida mínima a oferecer aos accionistas pela saída do BPI de bolsa. 

"A CMVM informa que, nesta data, solicitou à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas a nomeação de um auditor independente para fixação da contrapartida mínima a oferecer por ocasião do pedido de perda da qualidade de sociedade aberta do Banco BPI, S.A., pela aquisição das acções pertencentes aos accionistas que não tenham estado presentes ou representados ou votado favoravelmente na assembleia onde a mesma foi deliberada", lê-se no comunicado enviado pelo BPI à CMVM. 

O regulador justifica este pedido pelo facto "de a contrapartida oferecida ter sido fixada mediante acordo entre o adquirente e o alienante, através de negociação particular, razão pela qual a mesma se presume não equitativa". 

Foi em Junho que os accionistas do BPI aprovaram a saída de bolsa do banco liderado por Pablo Forero. A proposta foi aprovada por 99,26% dos votos expressos numa assembleia-geral realizada na Fundação de Serralves, no Porto. 

Esta luz verde chegou depois de o CaixaBank ter comprado, em Maio, ao grupo Allianz acções representativas de 8,425% do BPI, passando assim a deter 92,935% do capital do banco, uma posição que tem vindo a reforçar desde então. Actualmente, detém 94,949%. O grupo catalão pagou 1,45 euros por cada título e afirmou que essa seria a contrapartida proposta para comprar as restantes acções, retirando assim a instituição financeira de bolsa. 

Com a saída de bolsa do BPI, o BCP passará a ser oficialmente o único banco da praça portuguesa, que nos últimos anos viu várias empresas cotadas abandonarem o mercado de capitais, como a Cimpor, a Sumol+Compal, a SDC ou a Luz Saúde.

(Notícia actualizada às 18:12 com mais informação)



Saber mais e Alertas
pub