Banca & Finanças OPA do CaixaBank sobre BPI avança a 1,134 euros

OPA do CaixaBank sobre BPI avança a 1,134 euros

A OPA do CaixaBank sobre o BPI já pode avançar. A CMVM registou a oferta esta segunda-feira. A operação começa esta terça-feira e estende-se até 7 de Fevereiro. O preço é 1,134 euros.
OPA do CaixaBank sobre BPI avança a 1,134 euros
Reuters

A oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI vai avançar, depois de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter registado a operação, decisão aprovada esta segunda-feira, 16 de Janeiro, pelo conselho de administração da entidade de supervisão, confirmou o Negócios. 

A operação inicia-se esta terça-feira, 17 de Janeiro, pelas 8:30 e estende-se até 7 de Fevereiro, indica o comunicado publicado pelo regulador presidido por Gabriela Figueiredo Dias. 

"A oferta decorrerá entre as 8h30m (hora de Lisboa) do dia 17 de Janeiro de 2017 e as 15h30m (hora de Lisboa) do dia 7 de Fevereiro de 2017, podendo as respectivas ordens de venda ser recebidas até ao termo do prazo. Os detentores das acções que aceitem a oferta poderão revogar as suas declarações de aceitação até dia 2 de Fevereiro de 2017", concretiza o comunicado. No dia 8, são apurados os resultados da oferta. 


Os catalães propunham-se a pagar 1,134 euros por acção nesta operação, preço agora aprovado pela CMVM. Tendo nas suas mãos 45,5% do capital do BPI, o CaixaBank poderá ter de comprar o restante capital, representado por 794 milhões de acções. O investimento poderá ascender a 900 milhões de euros, caso haja aceitação de todos os accionistas nesta operação intermediada pelo Deutsche Bank. Esse valor foi já depositado no BNP Paribas, segundo o anúncio da operação

 

O preço oferecido corresponde ao da oferta que, em Setembro, passou a geral e obrigatória, deixando de ser voluntária, um facto decretado depois de decidida a desblindagem dos estatutos. Na altura, a contrapartida oferecida era de 1,113 euros, tendo subido para 1,134 euros com a passagem a oferta obrigatória. 

 

Os 1,134 euros que avançam após o registo da OPA do CaixaBank sobre o BPI foram justificados como tendo sido o preço médio ponderado das acções do banco negociadas nos seis meses até 21 de Setembro, data da desblindagem dos estatutos que colocou o grupo com direitos de voto de 45,5%.

Com o registo da OPA ao preço oferecido pelo CaixaBank, a CMVM rejeita a nomeação de um auditor independente, como pedia a ATM, associação que representa pequenos investidores. 

A operação avança depois das várias autorizações obrigatórias terem chegado, desde o Banco Nacional de Angola ao Banco Central Europeu. A oferta recebeu luz verde depois da concretização da venda da posição de controlo do BPI no Banco de Fomento Angola (BFA) à Unitel, de Isabel dos Santos.

Antes da OPA, o CaixaBank é o principal accionista do BPI, com 45,5% do capital. A Santoro, da empresária angolana, controla 18,6% do banco liderado por Fernando Ulrich que, embora a reguladora europeia EBA tenha assumido a venda, não diz se vende ou não a sua posição. A Allianz tem 8,4% do BPI, seguida do Grupo Violas Ferreira Financial, que já admitiu que vende a sua posição de 2,7%. 


(Notícia actualizada às 21:27 com mais informações)

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Anónimo 16.01.2017

E o pequeno investidor aguenta. Ai aguenta, aguenta... A nossa bolsa é uma verdadeira cowboyada, pois o xerife por cá anda sempre a proteger o ladrão

Fernando Mesquita Regua 16.01.2017

Agora é que são elas

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