Media Co-fundador da Altice diz que "não deve haver muitos problemas" na compra da Media Capital

Co-fundador da Altice diz que "não deve haver muitos problemas" na compra da Media Capital

O co-fundador da Altice Armando Pereira afirmou esta quinta-feira, em Vieira do Minho, distrito de Braga, que "não deve haver muitos problemas" para a concretização do negócio da compra da Media Capital, que detém a TVI.
Co-fundador da Altice diz que "não deve haver muitos problemas" na compra da Media Capital
Bruno Simão
Lusa 20 de julho de 2017 às 14:15
"Há ainda actores que vão intervir nessa decisão, mas não deve haver muitos problemas", referiu aos jornalistas, à margem da inauguração do segundo 'call center' (centro de contacto) da Altice em Vieira do Minho.

A Altice, que comprou há dois anos a PT Portugal, anunciou a 14 de Julho que chegou a acordo com a Prisa para a compra, por 440 milhões de euros, da Media Capital SGPS, SA, que detém a TVI.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) tem de se pronunciar sobre a operação, sendo o seu parecer vinculativo.

O parecer final sobre o negócio caberá à Autoridade da Concorrência.

Apesar de se manifestar confiante na concretização do negócio sem muitos problemas, Armando Pereira admitiu que o Governo português "não facilita as coisas" ao grupo francês.

A 12 de Julho, durante o debate do Estado da Nação, no Parlamento, o primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se apreensivo com o futuro da PT, agora propriedade da multinacional Altice, temendo mesmo pelo futuro de postos de trabalho e apontando a uma das operadoras "falhas graves" no incêndio de Pedrógão Grande.

"Receio bastante que a forma irresponsável como foi feita aquela privatização possa dar origem a um novo caso Cimpor, com um novo desmembramento que ponha não só em causa os postos de trabalho, como o futuro da empresa", declarou o primeiro-ministro.



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comentários mais recentes
Anónimo 20.07.2017

A conjuntura mundial é boa. Só Estados falhados em guerra, como a Síria e a Venezuela, é que este ano e no próximo não crescem. A questão está na qualidade e adequabilidade do mix de factores produtivos alocados que varia muito de governo para governo, de país para país, deixando nuns casos a respectiva economia com fortes vectores de equidade e sustentabilidade futura e noutros com fortes vectores de iniquidade e insustentabilidade futura. Portugal, com este governo, situa-se claramente no segundo grupo.

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