Energia Combustíveis em máximos de 17 meses após 5 semanas a subir

Combustíveis em máximos de 17 meses após 5 semanas a subir

Os combustíveis vão voltar a subir na próxima semana, devido à alta do petróleo e queda do euro, acumulando já agravamentos de dois dígitos desde o início do ano.
Combustíveis em máximos de 17 meses após 5 semanas a subir
Reuters
Nuno Carregueiro 23 de Dezembro de 2016 às 17:05

Se vai abastecer o depósito do seu automóvel depois do Natal, conte com mais um agravamento da factura. A subida que será registada na segunda-feira não será expressiva, mas o suficiente para colocar o preço dos combustíveis no nível mais elevado desde o Verão do ano passado.

 

Será a quinta semana consecutiva de aumento dos preços, o que já não acontecia desde o período entre Fevereiro a Abril deste ano. Um agravamento que se deve à subida do preço do petróleo, que recentemente atingiu um máximo desde Julho de 2015, e também à queda do euro, que ainda esta semana tocou em mínimos desde 2003.

 

O preço médio da tonelada métrica da gasolina registou uma subida de quase 3% ao longo desta semana, o que de acordo com os cálculos do Negócios aponta para uma subida de 1,5 cêntimos no preço deste combustível nos postos de abastecimento em Portugal. A confirmar-se esta subida, o preço da gasolina vai subir para 1,448 euros por litro, o que de acordo com a base de dados da DGEG representa o nível mais elevado desde 17 de Agosto de 2015.

 

No gasóleo a subida de preços será mais ténue. Nos mercados a tonelada métrica do diesel agravou-se perto de 1,5%, o que se irá traduzir numa subida do combustível em 0,5 cêntimos para os consumidores portugueses. O gasóleo, que na segunda-feira passada registou um preço médio de 1,202 cêntimos, vai assim atingir nível mais elevado desde 20 de Julho.

 

No acumulado do ano a situação inverte-se, com o gasóleo a registar uma subida bem mais acentuada. Após a actualização de 26 de Dezembro, acumulará um aumento de 17% em 2016, enquanto a gasolina sobe 10,5%.

 

Reduzindo o período da análise a estas cinco semanas de subidas, o agravamento de preços é o mesmo: 5,5%.




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