Banca & Finanças Comissão diz que venda em resolução foi a melhor saída para o Popular

Comissão diz que venda em resolução foi a melhor saída para o Popular

Bruxelas diz que a medida de resolução aplicada ao banco espanhol não envolveu ajudas de Estado e que será submetida às regras normais de fusões e regulação.
Comissão diz que venda em resolução foi a melhor saída para o Popular
Paulo Zacarias Gomes 07 de junho de 2017 às 08:30
A Comissão Europeia considera que a medida de resolução aplicada ao Banco Popular através da venda por um euro da instituição ao Santander "foi o melhor procedimento para garantir a continuidade das funções importantes levadas a cabo pelo banco e para evitar efeitos adversos significativos na estabilidade financeira." 

Num comunicado, o executivo liderado por Jean-Claude Juncker (na foto) adianta que, neste caso específico, "as perdas foram totalmente absorvidas pelas acções e dívida subordinada" e que não houve intervenção de dinheiros públicos via ajudas de Estado.

A Comissão aprovou assim a solução de venda ao Santander, uma "instituição financeira sólida", baseada na proposta de resolução apresentada pelo Conselho Único de Resolução. E refere que a opção por esta saída não causa sobressaltos à economia nem aos depositantes ou às suas poupanças.

"A Comissão apoiou a resolução porque as condições foram alcançadas: o banco não era viável, não havia soluções privadas além da resolução e não havia acções de supervisão que pudessem impedir a sua queda," justifica a Comissão. 

A transacção será ainda submetida a uma avaliação normal do ponto de vista da regulação e das operações de fusão, garante o executivo comunitário.




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comentários mais recentes
Punitor 07.06.2017

É muito preferível ter 5 ou 6 bancos europeus que funcionem bem do que 50 que só servem para arranjar sarilhos e problemas para os contribuintes, os clientes, os acionistas e toda a economia em geral.

Anónimo 07.06.2017

Continua o caminho da federalização dos bancos europeus (estratégia de Bildeberg).
À semelhança dos EUA, dentro de meia dúzia de anos, apenas existirão 5 ou 6 mega-bancos ao nível europeu.
E nenhum deles será Português.
E o resto da Economia seguirá depois...

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