Banca & Finanças Comissão Executiva do Novo Banco passa a integrar duas mulheres

Comissão Executiva do Novo Banco passa a integrar duas mulheres

A nova Comissão Executiva do Novo Banco, que integra duas mulheres no órgão, recebeu autorização do Banco Central Europeu (BCE) para a maioria dos nomes propostos, com José Eduardo Bettencourt a aguardar luz verde, anunciou este domingo a instituição.
Comissão Executiva do Novo Banco passa a integrar duas mulheres
Raquel Wise/Sábado
Lusa 09 de abril de 2017 às 22:49

No sábado, 8 de Abril, o Novo Banco anunciou que Rui Cartaxo vai assumir a presidência do Conselho de Administração ('chairman') da instituição, no âmbito da alteração dos estatutos da instituição financeira, e que António Ramalho mantém-se presidente executivo.

Em comunicado divulgado este domingo, 9 de Abril (e publicado na CMVM na segunda-feira, 10 de Abril), a entidade financeira refere que "a nova Comissão Executiva do Novo Banco foi aprovada pelo Fundo de Resolução em 21 de Dezembro e recebeu esta sexta-feira, 7 de Abril, autorização do BCE para a quase totalidade dos seus nomes".

O nome de José Eduardo Bettencourt, antigo presidente do Sporting, "ainda aguarda autorização" do BCE, refere o Novo Banco.


Entre as experiências profissionais de Bettencourt constam a de 'chairman' do Santander Asset Management e administrador do Santander, 'chief of staff' de António Osório e Eduardo Stock da Cunha, e gestor no Citibank e Barclays.


A nova Comissão Executiva do Novo Banco proposta, presidida por António Ramalho, "terá quatro novos administradores e manterá dois administradores da comissão anterior [Vítor Fernandes e Jorge Cardoso], permitindo uma renovação seletiva do Conselho, sem prejuízo de assegurar a continuidade desejada", adianta o banco.


Com sete membros, incluindo o presidente, a Comissão Executiva do Novo Banco conta com duas mulheres no órgão: Isabel Ferreira, que será administradora comercial ('chief comercial officer') para a rede de particulares e que foi presidente executiva e fundadora do Banco Best, e Luísa Soares da Silva, que assume as funções de 'chief legal and compliance office' [administradora com pelouro jurídico] e foi anteriormente "'partner' da MLGTSS", contando com 26 anos de experiência como advogada nesta área.


Rui Fontes, que foi director de risco do Novo Banco e do Banco Espírito Santo (BES) e liderou modelos de risco, com 21 anos de experiência bancária, será o novo administrador para a área de risco ('chief risk officer').


Vítor Fernandes e Jorge Cardoso, administradores comercial para a rede de empresas e financeiro (CFO), respectivamente, mantém-se na estrutura executiva do Novo Banco.


"A Comissão Executiva será composta por membros que, em média, têm 21,8 anos de experiência bancária, dos quais 50% (11 anos) em lugares de administração", refere o banco, salientando que dos sete membros, mais de metade (4) já foram presidentes executivos em instituições financeiras, três já foram vice-presidentes e três já assumiram funções de administradores financeiros.


Acrescenta que "a Comissão Executiva tem uma distribuição de género 30%/70%, apresenta uma média de idade de 52,14 anos e uma média de 3 filhos. A idade varia entre os 58 (máxima) e os 44 (mínima)".

Neste órgão "juntar-se-ão experiências de gestão de cinco grandes grupos financeiros que operaram no mercado nos últimos 20 anos" (grupo Champalimaud, Caixa, Santander, Millennium bcp e Novo Banco), o que "permite aumentar a experiência e diversidade de modelos de gestão", explica a instituição financeira.


Em 31 de Março, foi assinado o contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução e o fundo norte-americano Lone Star, para a alienação de 75% do Novo Banco, mantendo o Fundo de Resolução 25%.

(notícia actualizada dia 10 de Abril, às 7:55, com mais informação de comunicado)


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comentários mais recentes
Juca 10.04.2017

... íntegra duas mulheres no órgão, ... ? Mas afinal o que é isso? Parece o cabaré da coxa! Banco Bom, Banco Mau ... isto é que está uma crise!

Jaime 09.04.2017

Não interessa raça, género ou religião. Que sejam competentes e o único necessário. Que título mais descabido

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