Aviação Como a Airbus quer manter o A380 a voar

Como a Airbus quer manter o A380 a voar

O fabricante europeu está disposto a fazer transformações no seu superjumbo para aumentar a capacidade de transporte e melhorar a eficiência energética e a rentabilidade das companhias. O objectivo é fazer descolar o programa de encomendas, que tem vindo a reduzir-se nos últimos anos.
Como a Airbus quer manter o A380 a voar
Bloomberg
Negócios 09 de março de 2017 às 12:33

O fabricante europeu de aeronaves Airbus está a ponderar alterações no seu superjumbo – o A380, lançado em 2005 e actualmente com mais de 200 exemplares produzidos  – para torná-lo mais apetecível para as companhias aéreas, a braços com necessidade de redução de custos.


Para acenar com a melhoria da rentabilidade, a empresa sediada em Toulouse quer aumentar a capacidade de transporte de passageiros - até 50 lugares, para mais de 600 posições disponíveis - e acrescentar dispositivos de redução de consumo de combustível às asas do aparelho.


As alterações, noticiadas esta semana pela Reuters, pretendem reanimar o apetite das companhias pelo mega-avião, que se tem visto preterido em relação a aparelhos de menor dimensão e com dois motores - ao contrário dos quatro que equipam os A380 e que tornam mais caro o funcionamento e a manutenção.


O anunciado aumento de capacidade poderá obrigar a reduzir as dimensões da escada de ligação entre os dois pisos do avião, uma das imagens icónicas do aparelho. Já as mudanças nas asas deverão reduzir o consumo de combustível em cerca de 2% e ser aplicadas – tal como o aumento de capacidade – a aviões já existentes.


Manter o gigante a voar é a tarefa que se põe depois de, em meados do ano passado, a redução da procura por parte de clientes e as dificuldades de escoamento terem levado a Airbus a reduzir de 20 para 14 os aviões em a produzir em 2017 e estreitando para 12 os aparelhos a construir por ano, em média, a partir de 2018. Um ano antes, a meta apontava para a produção de 27 aviões por ano.  


Até Fevereiro, a lista de encomendas acumulada contava com 109 intenções de compra, numa altura em que as companhias favorecem a aquisição de aviões mais pequenos do mesmo fabricante, como o A350 ou o A320. Este ano a empresa prevê entregar, no total, mais de 700 aviões comerciais às companhias clientes.


Ainda não há decisões tomadas em relação às transformações propostas para o modelo superjumbo. Mas além da abordagem às companhias, a empresa faz o caminho paralelo de reforçar a ligação com operadores e com o consumidor final. E esta semana lançou o primeiro serviço de marcação de viagens online dedicado a viagens nos A380.


Designado iflya380.com, permite a cada utilizador escolher e melhorar a sua experiência de voo a bordo do aparelho, permitindo consultar todos os voos e os 55 destinos actualmente servidos pelo avião, escolhendo entre preços e itinerários.


Desde a entrada ao serviço, em 2007, os A380 já transportaram cerca de 170 milhões de passageiros.




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comentários mais recentes
Luis Há 3 semanas

O artigo refere que poderá chegar aos 600 lugares, mas depende da configuração de cabine... actualmente este avião tem capacidade para 853 lugares (bem acima dos 600) se for totalmente configurado em economica. Portanto 600 lugares não diz nada se não for especificado a configuração de cabine.

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