Media Como a Liberty Media quer dar novo gás à Formula1

Como a Liberty Media quer dar novo gás à Formula1

Os novos donos da F1 já começaram a delinear o plano para renovar a competição. O objectivo é transformar as provas em eventos que captem mais audiência e publicidade, ao estilo do “Super Bowl”.
Como a Liberty Media quer dar novo gás à Formula1
Bloomberg
Sara Ribeiro 29 de Dezembro de 2016 às 10:20

Três meses depois de a Liberty Media, do magnata John Malone, ter comprado por 8 mil milhões de dólares os direitos desportivos da Fórmula1, o grupo norte-americano já desenhou o plano de renovação da competição para captar mais fãs e, claro, aumentar as receitas comerciais.

A venda do "naming" e a realização de vários eventos em torno do Grand Prix ao estilo do Super Bowl são alguns dos planos que a Liberty tem para renovar a competição, conta o Financial Times.

O objectivo da empresa é transformar cada "Grand Prix" internacional numa semana de eventos para envolver mais os telespectadores e atrair novos patrocinadores, de acordo com um executivo da Fórmula 1. Além disso, segundo o mesmo jornal, também estão a explorar a hipótese de expandir a competição nos EUA com o alargamento de novos "Grand Prix" a várias cidades. Nova Iorque, Los Angeles, Las Vegas e Miami são alguns dos nomes em cima da mesa.

O grupo norte-americano vai criar um departamento de marketing específico para a promoção das provas, bem como novas plataformas digitais. "Este desporto tem um conteúdo global único e não fez o suficiente para tirar proveito disso. Precisamos de construir as rivalidades [entre as equipas e pilotos] e permitir que as pessoas entendam a tecnologia que é necessária para a competição", explicou Bernie Ecclestone (na foto), o director-executivo da F1, que já anunciou que vai continuar vinculado à modalidade 'rainha' do desporto automóvel por mais dois ou três anos.

As receitas de transmissão televisiva representam até 35% dos proveitos totais anuais da F1 que rondam os 1,8 mil milhões de dólares. Já a promoção em torno da competição representa outro terço, dos quais 15% provém da publicidade e do patrocínio, sendo o restante valor do ‘bolo’ derivado das produções televisivas, licenciamento e outras fontes.

Os novos planos da Liberty Media surgem numa altura em que a competição tem sido alvo de algumas críticas por não se modernizar, estando a perder audiência. Além disso, em alguns mercados, como aconteceu em Portugal, a competição passou a ser transmitida em sinal fechado e pago.




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