Web Summit Como as start-ups estão a mudar a forma como vemos TV

Como as start-ups estão a mudar a forma como vemos TV

Para os operadores conseguirem competir com a Netflix e Amazon “é preciso correrem ainda mais rápido”. E “as ideias das frescas” das start-ups têm sido uma das soluções, segundo Luís Nascimento da Meo.
Como as start-ups estão a mudar a forma como vemos TV
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 09 de Novembro de 2016 às 19:45

Com a entrada no mercado de plataformas de streaming como a Netflix e Amazon Prime as operadoras foram obrigadas a tentar reinventar-se para não perder subscritores de televisão paga. Além de terem começado a investir em conteúdos exclusivos, começaram a introduzir novas ofertas fora do universo do consumo de televisão. Como? Com a ajuda de start-ups.

 

"Nós estamos a competir com a Netflix e com a Amazon Prime. Temos que ser capazes de correr ainda mais rápido. E é impossível, mesmo para uma empresa como a PT que faz parte de um grande grupo, inventar coisas tão rapidamente como a Netflix", explicou Luís Nascimento, director para a área de consumo da Meo. "Portanto, o que nós temos de fazer? Temos que criar um ecossistema de start-ups que nos tragam ideias frescas que fazem a diferença", apontou. "E é por isso que eventos como este são tão importantes", disse durante o Web Summit.

 

Uma sugestão que também é partilhada por  Lindsay Gardner, da Layer3 TV. O director de conteúdos da operadora de cabo sediada em Denver referiu ainda que outra das soluções passa por trabalhar em conjunto na criação de sistemas uniformizados por exemplo. "A Netflix e a Amazon não trabalham em conjunto. Mas os conteúdos são caros, e não podem ser gratuitos.  E para continuarmos a ter receitas temos de ter serviços que acrescentem valor".

 

No final do painel dedicado ao contributo das start-ups para a indústria televisiva, Luís Nascimento explicou que "a produção de conteúdos de televisão é cara e é difícil. Onde as start-ups tipicamente contribuem é na parceria de serviços adicionais que suportam  o nosso ecossistema".  "Comprar conteúdos, para as start-ups, é muito muito caro", continuou, "ou desenvolvem os seus conteúdos ou trabalham em parceria com quem já pagou esses direitos para criar um nível adicional de serviços que tornem o conteúdo mais interessante".

 

Actualmente a PT trabalha com três start-ups portuguesa nesta área: a Videobserver, Biodroid e a Yubuy. A última trabalha em soluções para a venda de produtos através do comando da TV. "Nos últimos três anos já fizemos mais de um milhão de euros em vendas de pizzas", disse o responsável da Meo referindo-se à parceria com a Telepizza.

 

"Temos milhões de pessoas a ver televisão todos os dias, a média dos portugueses vê mais de cinco horas de TV por dia o que significa que há muitas oportunidades também de comércio", sustentou.  E revelou que de momento nenhuma das soluções desenvolvidas em parceria com estas start-ups foi exportada para outros mercados da Altice. Mas, "estão a caminho de [ser exportadas]", revelou.

 

Questionado sobre se alguma solução apresentada no Web Summit tinha despertado o interesse à PT, Luís Nascimento comentou apenas que "isso é o segredo. E o segredo é a alma do negócio e nós nesta indústria nunca contamos os episódios dos próximos capítulos".




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