Indústria Concessionária de lítio em Trás-os-Montes estende negociação das acções a Frankfurt

Concessionária de lítio em Trás-os-Montes estende negociação das acções a Frankfurt

Com a negociação das acções no mercado europeu, a Dakota Minerals espera aumentar a liquidez dos títulos e maior visibilidade junto dos investidores do Velho Continente, onde tem vindo a concentrar a sua actividade.
Concessionária de lítio em Trás-os-Montes estende negociação das acções a Frankfurt
Bruno Simão
Paulo Zacarias Gomes 20 de abril de 2017 às 11:38

As acções da empresa australiana Dakota Minerals, que actualmente prospecciona possíveis ocorrências de lítio em Trás-os-Montes, passaram a cotar, além de Sydney, também na praça de Frankfurt, numa estratégia para aumentar a liquidez e a visibilidade dos títulos junto de investidores europeus.

De acordo com a companhia mineira, a cotação simultânea (cross-list) na praça alemã arrancou no início do mês, com as acções a apresentarem um preço equivalente ao da bolsa australiana, mas denominados em euros.

Além do mercado australiano (Australian Securities Exchange, ou ASX), onde negoceia sob o código DKO – com uma capitalização bolsista de 18,1 milhões de dólares australianos –, os papéis da mineira transaccionam agora na Frankfurt Stock Exchange, gerida pela Deutsche Boerse, com o código ORM.

A cotação em duas praças distintas, com horários diferentes – a diferença é de oito horas – permitirá aumentar a duração das negociações, nomeadamente dando aos investidores europeus a possibilidade de transaccionar as suas acções na sua própria zona horária.

Ao Negócios, o CEO da Dakota, David Frances (na foto), admite a possibilidade de os títulos poderem vir a ser cotados também noutras praças financeiras internacionais e espera que a liquidez das acções venha a aumentar com a negociação no Velho Continente.

"É difícil dizer [quanto] ao certo, mas vou começar em Maio a campanha de marketing na Europa e espero que, à medida que o mercado europeu tome conhecimento, a acção negoceie mais e mais," afirma. No comunicado em que anuncia a cotação cruzada, Frances salienta ainda o "acesso a um maior número de potenciais investidores que ajudará a aumenta a base de accionistas".

Ao listar numa outra praça financeira em cross-listing, a empresa tem de cumprir os mesmos critérios aplicáveis às empresas que originalmente negoceiam nessas bolsas, nomeadamente número de acções, política de transparência e prestação de contas.

A empresa australiana tem desenvolvido nos últimos meses prospecções na concessão de Sepeda, concelho de Montalegre, onde tenta localizar ocorrências minerais que justifiquem a exploração de lítio na região. Em causa está a possibilidade de construção de uma mina e de instalações de processamento do mineral, num investimento potencial de 370 milhões de euros para criar 200 empregos, que a companhia diz que a tornará num fornecedor sustentável de lítio para a Europa. 

Até ao momento já realizou mais de cinco mil metros de perfurações e aguarda durante este mês por resultados de estudos metalúrgicos que possam provar a existência de altas concentrações de lítio e justifiquem o avanço para mais investimentos.

Grandes fabricantes automóveis ou de baterias - como a Tesla, a Daimler, a Volkswagen, a BMW ou a Samsung - estão entre os possíveis maiores utilizadores do mineral, numa altura em que, segundo a Dakota, 90% da produção está nas mãos de quatro empresas.

As acções da Dakota em Sydney encerraram a sessão desta quinta-feira, 20 de Abril, a valer 0,049 dólares australianos e a subir 2,08%. Em Frankfurt os títulos recuam 11,11% para 0,032 euros.


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mais votado Anónimo Há 1 semana

Muita gente se admira por as empresas a operar em Portugal serem todas estrangeiras; pudera, as universidades portuguesas so sabem formar e', Doutores e poetas, e fadistas.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Atacam o mercado de capitais e talento em Portugal. Não os deixam ser mercado aberto e tendencialmente livre. Logo, nada se cria aqui de valor. Até as empresas mineiras que investem cá são de capital estrangeiro. Portugal é o último exclave de África em Portugal.

Anónimo Há 1 semana

Muita gente se admira por as empresas a operar em Portugal serem todas estrangeiras; pudera, as universidades portuguesas so sabem formar e', Doutores e poetas, e fadistas.

joseotto Há 1 semana

É o nosso fado :incompetência a todos os níveis .Mais uma vez ,em pleno século XXI ,quando se faz alarde do nosso desenvolvimento económico , cultural e científico ,é uma empresa estrangeira que se dá conta e vai explorar uma riqueza nacional. Estamos demasiado preocupados com "Défice das contas públicas" , não dá ,pois, para nos apercebermos minimamente dessas ninharias!

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