Banca & Finanças Conclusões da primeira comissão de inquérito à CGD chegam segunda-feira

Conclusões da primeira comissão de inquérito à CGD chegam segunda-feira

É a 3 de Julho que o deputado socialista Carlos Pereira tem de entregar o relatório preliminar da comissão de inquérito às causas da capitalização estatal que decorreu este ano. A votação final é dia 18.
Conclusões da primeira comissão de inquérito à CGD chegam segunda-feira
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 29 de junho de 2017 às 15:04

As conclusões da primeira comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão ser conhecidas na próxima segunda-feira, 3 de Julho. É nesse dia que tem de ser entregue o relatório preliminar da iniciativa, que é da responsabilidade do deputado do PS, Carlos Pereira.

 

Segundo ficou decidido entre os partidos esta quinta-feira, 29 de Junho, a comissão de inquérito vai receber o relatório preliminar do inquérito parlamentar. Este documento, que será feito pelo deputado socialista, pode ser complementado por propostas dos restantes partidos, que poderão chegar até dia 10 de Julho.

 

Nos restantes quatro dias, o deputado Carlos Pereira – que já fez considerações públicas sobre os trabalhos da comissão – poderá incorporar ou não as propostas dos partidos. Já a votação final será dia 18 de Julho.

 

Para que seja possível a realização da iniciativa nestas datas, o prazo da comissão de inquérito, cujo término estava marcado para 3 de Julho, tem de ser prolongado por mais uma vez até pelo menos dia 18, data da votação final.

 

A calendarização foi aprovada por todos os partidos, mas o PSD quis esclarecer que votou favoravelmente o novo calendário apenas para "garantir operacionalidade", já que continua a ser contra o fim dos trabalhos. Tal como o CDS, os social-democratas acreditam que os deputados deveriam esperar pelas decisões judiciais relativamente à obrigatoriedade de os reguladores e a CGD divulgarem documentos confidenciais sobre o banco público, como a lista de maiores créditos.

 

Esta primeira comissão de inquérito sobre a CGD tem como objecto as causas da capitalização estatal de 3,9 mil que teve lugar em 2017.




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mais votado Anónimo 29.06.2017

A CGD só tem lá 2200 excedentários pagos com o seu peso em ouro, salários e prestações sociais incluídas, que só agora foram "detectados" porque a UE alertou a gestão da organização para o facto começando finalmente a fazer-se luz. Outros bancos, altamente subsidiados, assim como diversas áreas do sector público em geral, sofrem do mesmo síndroma. Mas vai ser tarde demais e a factura é gigantesca porque a factura do excedentarismo é gigantesca e acarreta custos de oportunidade colossais.

comentários mais recentes
Anónimo 03.07.2017

Uma cambada de chulos que andam a dar prejuízo ao banco durante 5 anos. Deviam estar todos no desemprego.

Anónimo 29.06.2017

O Jornal de Negócios, enquanto órgão de informação económica com notabilidade a nível nacional, que insista na pedagogia e no esclarecimento cabal em relação ás inevitáveis transformações urgentes que se impõem nas economias mais avançadas, às quais a portuguesa, por mais capturada e mal orientada que se afigure, não estará imune se quiser permanecer no chamado Primeiro Mundo. Na Holanda as organizações não dão guarida ao excedentarismo sindicalizado de carreira que atrasa o mais económico e eficiente progresso tecnológico, obstaculiza a justiça social, impede a sustentabilidade do Estado e enfraquece a economia por via do entorpecimento do empreendedorismo, do investimento reprodutivo e da capacidade de inovação. "Fewer people and more technology – that is the plan just announced by ING. The largest financial services company in the Netherlands is getting rid of 7,000 positions." http://www.euronews.com/2016/10/03/netherlands-bank-ing-to-cut-7000-jobs-in-digital-quest

Anónimo 29.06.2017

Numa das suas mais recentes rondas de despedimento de colaboradores excedentários, o Deutsche Bank em reestruturação decidiu fechar 200 agências só na Alemanha e despedir também naquele país 4000 excedentários. A nível internacional os números do encerramento de agências e do despedimento de colaboradores excedentários foram ainda mais elevados, obviamente - 35 mil postos de trabalho cortados em 2 anos, entre 2015 e 2017. ("The bank will close 200 branches in Germany -- with the loss of 4,000 jobs" http://money.cnn.com/2015/10/29/investing/deutsche-bank-job-losses/).

Anónimo 29.06.2017

A CGD só tem lá 2200 excedentários pagos com o seu peso em ouro, salários e prestações sociais incluídas, que só agora foram "detectados" porque a UE alertou a gestão da organização para o facto começando finalmente a fazer-se luz. Outros bancos, altamente subsidiados, assim como diversas áreas do sector público em geral, sofrem do mesmo síndroma. Mas vai ser tarde demais e a factura é gigantesca porque a factura do excedentarismo é gigantesca e acarreta custos de oportunidade colossais.

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