Banca & Finanças Concorrência aprova compra da Residências Montepio

Concorrência aprova compra da Residências Montepio

A associação mutualista do Montepio tinha anunciado a compra da totalidade do capital da Residências Montepio. A Autoridade da Concorrência já analisou o negócio e deu luz verde à operação.
Concorrência aprova compra da Residências Montepio
Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro 10 de fevereiro de 2017 às 18:19

A Autoridade da Concorrência "delibera adoptar uma decisão de não oposição à presente operação de concentração", revela o regulador numa nota publicada no site. A decisão surge porque a compra da Residências Montepio pela associação mutualista "não é susceptível de criar entraves significativos à concorrência nos mercados relevantes identificados."

 

No dia 20 de Janeiro, foi revelado que a associação mutualista do Montepio (liderada por Tomás Correia, na foto) ia passar a controlar em exclusivo toda a empresa de assistência social, segundo um anúncio feito à Autoridade da Concorrência. O valor da operação não foi revelado. 

 

"A operação de concentração em causa consiste na aquisição, pela Montepio Geral – Associação Mutualista ("Montepio Geral"), do controlo exclusivo sobre a sociedade Residências Montepio, Serviços de Saúde, S.A. ("Residências Montepio"), mediante a aquisição de uma participação no respectivo capital social", assinalava o comunicado publicado no site oficial.

 

A Residências Montepio era detida, em conjunto, pelo Montepio Geral e pela Lusitana Senior Vida, uma empresa com sede em Madrid. Segundo o relatório e contas de 2015, a mutualista tinha 50,99% da empresa que gere centros residenciais de terceira idade e ainda prestação de cuidados domiciliários.

 

De acordo com o mesmo documento, a Residências Montepio tinha, no final de 2015, um activo de 6,2 milhões de euros contra um passivo de 4,1 milhões, o que resultava em capitais próprios de 2,1 milhões. O resultado líquido naquele ano foi de 188 mil euros.

 

O grupo mutualista tem estado em mudança nos últimos anos. Além da separação dos órgãos sociais entre a "holding" e a caixa económica, também tem havido troca de participações. Por exemplo, a seguradora Lusitânia (que nada tem que ver com a Lusitana Senior Vida) também era detida, em parte, pela caixa económica mas acabou por ser totalmente adquirida pela associação mutualista. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub