Concorrência & Regulação Concorrência não se opõe à venda das concessões na Beira Alta e Trás-os-Montes pela SDC

Concorrência não se opõe à venda das concessões na Beira Alta e Trás-os-Montes pela SDC

A Autoridade da Concorrência de decidiu não se opor à venda das concessões na Beira Alta e Trás-os-Montes aos espanhóis da GVI por parte da antiga Soares da Costa.
Concorrência não se opõe à venda das concessões na Beira Alta e Trás-os-Montes pela SDC
Cátia Barbosa/Negócios
A Autoridade da Concorrência optou por "uma decisão de não oposição à presente operação de concentração", pode ler-se na notificação publicada no site da entidade. Em causa está a venda, por parte da SDC, das concessões das concessões de auto-estradas na Beira Alta e em Trás-os-Montes, ao grupo espanho GVI.

A entidade liderada por Margarida Matos Rosa considera que a operação em causa "não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva nos mercados relevantes identificados."

A GVI vê assim aprovado o controlo exclusivo do grupo Scutvias e do Grupo Transmontana.

O Grupo Scutvias é o grupo de empresas concessionárias da auto-estrada A-23, que integra ainda a Manutenção de Rodovias Nacionais, S.A. e Portvias – Portagem da vias, S.A, sociedades de apoio àquela concessão. Aqui, a SDC Investimentos tinha a maioria do capital e a GVI uma posição. Já a Auto – Estradas XXI Transmontana, S.A., Operestradas XXI, S.A. e Exproestradas XXI, S.A., que operam no âmbito da A-4, eram controladas em conjunto pelos espanhóis e pela companhia de Manuel Fino. A espanhola ficará agora como accionista única dos dois grupos. 

 

Esta operação, segundo o comunicado divulgado a 23 de Dezembro pela vendedora SDC Investimentos, "compreende assunção de passivos, substituição ou libertação de responsabilidades e pagamento em dinheiro" ainda que esteja sujeita a "ajustamentos, sobretudo dependentes do momento em que seja possível concretizá-la".

Para já, o preço baseia-se no valor "cerca de 126,5 milhões de euros e estima-se que dela resulte um impacto negativo nos resultados consolidados de cerca de 19 milhões de euros, um incremento patrimonial positivo nos capitais próprios de cerca de 25 milhões de euros e a redução do passivo consolidado em cerca de 71 milhões de euros".

 

Com a operação, a SDC sai do negócio de concessões e fica centrada no imobiliário, mantendo a participação de 33,33% na Soares da Costa Construção, ainda que com uma imparidade constituída para reconhecer eventuais perdas futuras. Também está em curso uma reestruturação financeira que passa pela venda de créditos pela SDC. Estes passos são essenciais para que se concretize a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelos gestores da SDC Investimentos, António Castro Henriques (na foto) e Gonçalo Andrade Santos. A oferta é feita por 2,7 cêntimos por acção sendo que esta sexta-feira, a cotada está a recuar 4% para valer 2,3 cêntimos.




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