Banca & Finanças Concorrência permitiu descidas de "spreads" para as empresas

Concorrência permitiu descidas de "spreads" para as empresas

De uma forma geral as condições de acesso ao crédito não sofreram alterações no terceiro trimestre, apesar de se ter verificado a redução de "spreads" para alguns segmentos, uma evolução justificada pela concorrência.
Concorrência permitiu descidas de "spreads" para as empresas
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Sara Antunes 18 de Outubro de 2016 às 10:56

Os bancos mantiveram as condições de concessão de crédito às empresas e famílias no terceiro trimestre, de acordo com o inquérito à banca realizado pelo Banco de Portugal divulgado esta terça-feira, 18 de Outubro.

 

Contudo, houve quatro entidades financeiras que reportaram "a redução dos ‘spreads’" nos "empréstimos de risco médio, sobretudo no segmento das pequenas e médias empresas". As instituições financeiras justificaram esta redução com a "maior pressão concorrencial".

 

No segmento de particulares, as condições mantiveram-se, de uma forma geral quer nos contratos de crédito à habitação, quer para consumo ou outros fins. "Não obstante, algumas instituições indicaram que a pressão exercida por outras instituições bancárias e as melhores perspectivas do mercado de habitação, incluindo a esperada evolução dos preços da habitação, contribuíram para a redução da restritividade nos empréstimos concedidos a particulares." Neste segmento também houve duas instituições que reportaram "uma redução ligeira dos spreads nos empréstimos de risco médio concedidos a particulares para aquisição de habitação".

 

Olhando para o quarto trimestre, os cinco bancos que participam no inquérito, apontam para a manutenção dos critérios de concessão em todos os segmentos. "A excepção é a indicação, por parte de uma instituição, de que antecipa um ligeiro aumento na restritividade nos empréstimos a grandes empresas", revela o relatório publicado esta terça-feira.

 

No que respeita à procura de crédito, as instituições reportaram uma estabilização no segmento de empresas e um "ligeiro aumento" entre os particulares, com a compra de casa a justificar este crescimento.

 

"Para os próximos três meses, apenas uma instituição antecipa um ligeiro aumento da procura de empréstimos ou linhas de crédito por parte de empresas, em particular por parte das PME. Em sentido inverso, uma instituição antecipa uma redução ligeira da procura por parte das PME e em todo o espectro de maturidades (curto e longo prazo). Para o mesmo período e em termos globais, as instituições antecipam um aumento ligeiro da procura, quer de empréstimos para aquisição de habitação, quer de empréstimos para consumo e outros fins", pode ler-se no relatório.




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Anónimo Há 3 semanas

VAMOS VER SE E ASSIM:tempos idos e ate mesmo agora sobretudo nas aldeias onde vigora a lei do analfabeto,o taberneiro ainda gosta que se compre de livro na mao,porque o analfabeto nao sabe ler.Nos bancos e igual:o mal parado ja esta a muito saldado pelo bom pagador.Ninguem esta pe

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