Turismo & Lazer Confederação do Turismo pede estabilidade fiscal

Confederação do Turismo pede estabilidade fiscal

Em Macau, Francisco Calheiros lembrou a importância do mercado chinês no futuro do turismo nacional. Para que os empresários tenham capacidade de reagir a esta nova procura e aos fortes ritmos de crescimento, o patrão do turismo refere a importância da estabilidade fiscal.
Confederação do Turismo pede estabilidade fiscal
Nuno Carvalho
Wilson Ledo 25 de novembro de 2017 às 11:57

O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) pediu este sábado, 25 de Novembro, estabilidade fiscal para o sector. Francisco Calheiros falava no encerramento do 43º Congresso da APAVT - Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, a decorrer em Macau.

"Para (haver) investimento, estarmos a aumentar a carga fiscal é um sinal contrário", afirmou. Numa altura em que se discute alterações à legislação laboral, nomeadamente a subida do salário mínimo nacional, o lado fiscal é "algo que preocupa e bem todos os empresários".

Perante o esforço dos empresários nos últimos anos, Calheiros lamentou que o Estado não tenha procedido a uma reforma semelhante. "O que se prevê em termos de reforma do Estado? Praticamente nada", considerou.

No seu discurso, o patrão do turismo destacou a questão do aeroporto de Lisboa, praticamente lotado, como um problema que se coloca para o desenvolvimento do sector. "O aeroporto é um problema. Temos de olhar para o aeroporto como um desígnio nacional", disse.

Calheiros não se mostra optimista com a entrada em funcionamento da pista complementar do Montijo antes de 2022 e exigiu uma acção célere para que esta solução se concretize, apesar das questões levantadas a nível ambiental e das negociações com a própria Força Aérea Portuguesa. "Nada pode objectar que o nosso Portela+1 exista rápido", salientou.

Uma vez em Macau, o presidente da CTP lembrou a importância de um mercado como o chinês no futuro de Portugal. "É aqui, no Oriente, que tudo se vai passar", acredita. Lembrando os aumentos de 20% e 40% nos últimos dois anos, Francisco Calheiros gostaria de ver um ritmo de crescimento de "80%" nos turistas desta nacionalidade já em 2018.

*jornalista em Macau a convite da APAVT




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